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Ineditismo sul-americano pode ajudar o Rio, diz Rogge

Presidente do COI afirma que eleição da sede dos Jogos deve ser muito acirrada; anúncio será no dia 2

Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 14h17

O fato de América do Sul nunca ter sediado uma Olimpíada pode ajudar o Rio de Janeiro na briga para organizar os Jogos de 2016, segundo o presidente do COI, Jacques Rogge. Nesta quinta-feira, o dirigente disse que o ineditismo do evento no continente pode aumentar as chances da cidade, ratificando um dos argumentos do comitê de candidatura.

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"Este é um elemento. É algo importante? É algo menor? Isso depende de cada um dos membros do COI. Mas é um dos fatores que pode ser levado em consideração", disse Rogge nesta quinta-feira. O Rio compete com Madri, Tóquio e Chicago. A decisão acontece no dia 2 de outubro, em Copenhague, na Dinamarca.

Ao mesmo tempo que o fator continental pode favorecer o Rio, ele pode atrapalhar os concorrentes. Afinal, Madri pleiteia receber os Jogos apenas quatro anos depois de Londres, também na Europa. E Tóquio, se escolhida, teria o evento oito anos depois da também asiática Pequim.

Contra Chicago, ainda nessa linha de raciocínio, estaria o fato de os Estados Unidos terem organizado os Jogos de 1984 e 1996, em Los Angeles e Atlanta. Os membros do COI podem achar um exagero o mesmo país sediar três edições da competição em um período de 32 anos.

Ao contrário das últimas disputas, em que uma ou duas cidades despontavam como favoritas, a eleição da sede de 2016 deve ser acirrada, com boas chances para as quatro concorrentes. Nesta quinta, Jacques Rogge voltou a prever uma luta acirrada.

"A decisão deve sair por dois, três... Quatro votos", disse o dirigente, que não exclui a possibilidade de haver mudanças de última hora nos votos. "Até as apresentações finais das delegações podem mudar o pensamento dos votantes."

O evento que escolherá a sede terá a presença do presidente Lula e do rei Juan Carlos, da Espanha. O primeiro ministro japonês, Yukio Hatoyama, também deve participar, dando força à candidatura de Tóquio. Chicago terá o apoio da primeira dama Michelle Obama, que representante o presidente Barack Obama.

Para Rogge, a ausência de Obama no evento não terá influência negativa sobre a campanha da cidade norte-americana. "A presença dos líderes dos países é uma grande honra para nós, mas ela não é um requisito para que a cidade seja escolhida", afirmou.

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