Inglês, líder do Mundial, dá show debaixo d?água

Quinta-feira Lewis Hamilton lançou sobre si a ira não só da torcida italiana como até mesmo de alguns pilotos, ao afirmar ser mais capaz de Kimi Raikkonen no molhado. Ao menos ontem, provou ser mesmo. E talvez pudesse até pensar, mas nunca dizer, ser brilhante no asfalto com pouca aderência. "Acredito que poderia ter vencido tendo largado em 15º." Sua progressão foi notável: na 24ª volta era já o 2º colocado, com os pit stops de alguns pilotos que estavam a sua frente. Tá certo que algumas manobras mereciam reprimenda dos comissários, senão punição, a exemplo de quando ultrapassou Timo Glock, na 15ª volta, lançando o alemão para fora do asfalto. Por sorte Glock retomou o controle do carro. Fora esses comportamentos por demais agressivos, seu talento natural lembra demais o de Ayrton Senna no molhado. Não fosse São Pedro tirar a tarde de folga e interromper a chuva, com muita probabilidade Hamilton chegaria em 2º. Como a estratégia de Massa e até sua menor habilidade na chuva, se comparado a Hamilton, não lhe daria mais que o 6º lugar, a situação seria outra. "No molhado eu estava veloz, mas no seco meus pneus se deterioraram rápido e tive até de me defender de Mark Webber", disse Hamilton.A McLaren tem a seu favor, além do talento do piloto, um carro equipado com eletrônica capaz de responder melhor à falta de aderência. Mais: o chassi aquece mais rápido os pneus e os faz perder menos temperatura quando começa a chover. Não acabou: Hamilton adotou acerto que o favorecia ser mais rápido no molhado, em especial a altura do assoalho. Tudo isso somado ajuda a explicar o impressionante e belíssimo ritmo de Hamilton.

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