Ingleses vencem concurso do Parque Olímpico

O plano urbanístico do projeto vitorioso libera 60% da área para empreendimentos depois dos Jogos

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Arquitetos ingleses que participaram da concepção do Parque Olímpico de Londres para 2012 venceram o concurso realizado pela Prefeitura do Rio para definir o Plano Geral Urbanístico do Parque Olímpico que será construído na zona oeste da cidade para os Jogos de 2016.

O resultado da disputa - uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) que reuniu 59 projetos de 18 países - foi anunciado ontem pelo prefeito Eduardo Paes. O parque será erguido em uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, hoje ocupada principalmente pelo Autódromo de Jacarepaguá.

O plano dos ingleses libera no mínimo 60% da área para empreendimentos que serão construídos após os Jogos. "Espero que essa experiência possa ser replicada e influenciar uma área maior. Acreditamos que, no futuro, se pense nessa região como se pensa em outras, como Botafogo ou Leblon", disse Adam Williams, que assina o projeto com Bill Hanway. Os dois trabalham na empresa Aecom, responsável pela parte urbanística do projeto Nova Luz, em São Paulo. Williams, que visitou o Rio pela primeira vez em novembro, acrescentou que vai procurar adaptar à realidade carioca soluções encontradas em Londres. "Será uma experiência fantástica."

O local vai abrigar disputas de 15 modalidades, um hotel e o Centro de Imprensa. Os novos equipamentos permanentes ficarão concentrados em torno dos já existentes (Parque Aquático Maria Lenk, Velódromo e Arena do Rio). Após os Jogos, será um centro de treinamento.

Os vencedores vão receber um prêmio de R$ 100 mil e desenvolver os projetos de desenho urbano e as diretrizes para a transição pós-Jogos. A proposta inclui a definição de espaços nos dois períodos (ruas, praças, moradias, etc.), além da recuperação da lagoa e a "priorização de inovações sustentáveis". Haverá outro concurso específico para as instalações esportivas.

Paes disse que a "equação financeira será fechada até o fim do ano". "A preocupação é com o legado. Um dos objetivos foi pensar em como ocupar essa área de maneira que seja possível captar recursos privados para as obras." Segundo o IAB, o projeto foi escolhido por unanimidade. Um dos Estados Unidos ficou em 2.º, e um de Portugal, em 3.º.

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