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Ingresso 'grátis' minimiza fiasco de público no Rio

O público no empate sem gols entre Brasil e Bolívia poderia ter sido ainda menor do que o registrado - 31.422 pagantes. Uma farta distribuição de ingressos agitou a manhã de quarta-feira nos arredores do Engenhão, local do jogo. Cada morador que se aproximava de bancas de jornais, mercadinhos, padarias, oficinas mecânicas e outras lojas comerciais do bairro de Engenho de Dentro, na zona norte do Rio, era abordado por homens bem vestidos que ofereciam dois bilhetes por pessoa. "Eu levantei cedo e fiz o de sempre: fui ao jornaleiro [na Rua José dos Reis]. Do lado da banca tinha um rapaz que me perguntou se eu queria ir ao jogo, de graça. Ganhei duas entradas", contou Cosme Moreira, de 58 anos, técnico em telefonia. No quarteirão em frente a um dos principais acessos do Engenhão mora o sambista Noca da Portela, da velha guarda da tradicional agremiação carioca. Noca não quis prestigiar o time de Dunga, mas confirmou a versão dos vizinhos."Foi cedo, por volta das 7h30, 8 horas, que os caras chegaram em vários carros e ficaram distribuindo os ingressos", contou. "O pessoal lá de casa pensava que era ?santinho? de político. Mas era bilhete para o jogo do Brasil, a custo zero."O aposentado Sérgio Montalvão, de 60 anos, comerciante na Avenida Dom Helder Câmara, nas proximidades do estádio, foi outro contemplado. "Eram várias pessoas, discretas, espalhadas pelas ruas do bairro, como se estivessem numa operação quase que secreta. Eles acabavam de dar o bolinho de bilhetes e saíam fora", contou.

BRUNO LOUSADA, MARCIUS AZEVEDO E SÍLVIO BARSETTI, Agencia Estado

11 de setembro de 2008 | 14h26

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