Inquérito sobre tragédia caminha a passos de tartaruga

Enquanto a estrutura abandonada da Fonte Nova começa a servir de moradia para sem-teto, as investigações sobre o desabamento da arquibancada que matou sete pessoas durante o jogo entre Bahia e Vila Nova (GO), pela Série B, em 25 de novembro, parecem paradas no Ministério Público. Cinco pessoas foram indiciadas pela delegada Marilda Marcela da Luz: o diretor técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio; o diretor da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares, o Bobô; o presidente da Federação Baiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues; o presidente do Bahia, Petrônio Barradas; e o então diretor técnico da Sudesb, Nilo Santos Júnior (exonerado no fim de janeiro). O inquérito foi encaminhado no dia 22 de janeiro ao MP, onde continua sendo exaustivamente analisado. "É um caso complexo, que envolve muitas áreas", justifica o promotor responsável, Nivaldo Aquino.O destino da Fonte Nova também parece não ter sido definido. A rapidez com que o governador do Estado, Jaques Wagner, anunciou a demolição do estádio para a construção de nova arena esportiva, na mesma semana do acidente - ocorrido em 25 de novembro -, contrasta com a execução dos processos. A Agência de Comunicação do governo admite que não se definiram nem os parâmetros das licitações para que sejam feitas a demolição e a construção. Não há prazo para que os processos seja concluídos, tanto aquele que corre no judiciário quanto aquele no executivo.

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