Insegurança atormenta cada cidade do país

Quando a noite chega na África do Sul, as ruas começam a ficar desertas. Por volta das 20 horas é muito difícil encontrar pessoas circulando a pé pela cidade. Aos turistas, a polícia recomenda que andem em grupos e evitem locais sem movimento. Poucas viaturas fazem as rondas. Mesmo durante o dia, são raros os carros de polícia.Todas as edificações, desde humildes casebres nos subúrbios até grandes mansões, empresas e pequenos comércios usam gradis, cercas elétricas, arames farpados. Nas casas dos mais ricos, é comum deparar com placas de advertência como "Resposta Armada", um aviso aos larápios ou invasores que, assim que o alarme disparar, os responsáveis pela segurança responderão com balas, sem cerimônia.Nem mesmo nos hotéis se tem segurança plena. Durante a Copa das Confederações, as delegações do Brasil e do Egito foram furtadas nos quartos em que se hospedaram.Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, diz que a entidade está satisfeita com as providências do governo da África do Sul. E pede aos jornalistas e torcedores que fiquem alertas. "O tema da segurança, preocupação central dos meios de comunicação antes do campeonato, finalmente se está levando bastante bem. A polícia e o governo nos têm ajudado de verdade. Estamos satisfeitos, mas sabemos que ainda falta muito conhecimento para que cada um saiba exatamente o que se deve fazer. E há que se evitar situações de risco, particularmente nos arredores dos estádios." Nas imediações dos estádios, em dias de jogos, há um forte aparato de segurança. Mas, no dia a dia, não se vê policiais nas ruas. De acordo com as estatísticas, furtos e assaltos são os crimes mais comuns. E os estupros também.

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