Inter ataca para superar o Grêmio

Time gaúcho enfrenta hoje o Mazembe, zebra africana, por vaga na final da competição e para seguir no sonho do bi, que deixaria seu maior rival para trás

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2010 | 00h00

Todo jogo decisivo de uma das duas principais equipes do Rio Grande do Sul, no fim das contas, para o torcedor, se transforma em Gre-Nal. O Internacional começa a jogar, a partir das 14 horas (de Brasília, com TV), um dos "clássicos" mais importantes de sua história. O adversário é o Mazembe, da República Democrática do Congo, nas semifinais do Mundial de Clubes. Mas o que o clube colorado tenta é escrever um capítulo de superioridade sobre o seu arquirrival: desempatar uma disputa particular das duas equipes no número de conquistas intercontinentais - cada uma tem uma.

O título da Taça Libertadores foi comemorado com gritos provocativos ao Grêmio, porque o Inter empatara com os rivais em títulos continentais - ambos têm dois. Agora é constatação inegável que metade do Rio Grande do Sul espera por mais uma conquista colorada, enquanto a outra nem vai precisar mudar as cores de sua paixão - azul, preto e branco - para torcer pela Internazionale de Milão, que divide o favoritismo da competição com o Inter.

O sentimento entre os colorados é de que a equipe chega mais preparada do que em 2006, quando surpreendeu o Barcelona na final do Mundial, em Yokohama, com um gol inesquecível de Adriano Gabiru - embora tenha perdido o volante Sandro e o atacante Taison em relação à equipe que conquistou a Libertadores em agosto.

"O time agora é tão forte quanto aquele (da competição continental)", garante o técnico Celso Roth. "Se por um lado saíram jogadores, por outro alguns se afirmaram e evoluíram. Esperamos desempenhar um bom papel no Mundial, colocando em prática o ótimo trabalho que eles vêm realizando nos treinos."

O treinador aposta basicamente em dois nomes: Rafael Sóbis, que voltou a marcar gols e se firmou na equipe, e Oscar, que chega a Abu Dabi como reserva, mas tem brilhado nos treinos e parece talhado a ter participação na equipe do Mundial e repetir o que fez Giuliano na Libertadores - o reserva entrou em todos os jogos e terminou a competição como artilheiro e melhor jogador.

A vaga de herói colorado no Mundial está aberta. Uma vitória hoje tranquiliza os torcedores e dá confiança à equipe no caminho do segundo título. Ainda mais que a Internazionale, que joga amanhã contra o Seongnam, da Coreia do Sul, chega fragilizada a Abu Dabi. Está mal no Italiano e na Copa dos Campeões, e o técnico Rafa Benítez pode perder o emprego, mesmo que conquiste o título.

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