Inter passa por apuros rumo à terra do Mundial

Avião fica mais de cinco horas em solo na Nigéria e delegação passa até fome. Ao chegar, time vai direto para o treino

, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2010 | 00h00

O voo demorou cinco horas a mais, teve uma escala caótica em Lagos, mas o Internacional já está nos Emirados Árabes para tentar conquistar o seu segundo título mundial. Depois de passar quase um dia inteiro no avião - 21 horas desde Porto Alegre até Abu Dabi com parada na Nigéria -, os jogadores fizeram uma refeição no hotel e já pisaram no gramado. Começou o Mundial de Clubes para os gaúchos.

O Inter fretou um avião e não esperava sofrer tanto. O problema todo se deu na escala para reabastecimento em Lagos. O aeroporto local tem funcionamento precário durante a madrugada e a delegação teve de ficar cinco horas parada em terra.

O problema todo se deu porque a agência de turismo que providenciou a viagem não percebeu os perigos de fazer uma parada no aeroporto nigeriano. Simplesmente não havia funcionários para o trabalho de reabastecimento da aeronave que deveria durar menos de uma hora. Alguns tiveram de ser chamados em suas próprias casas.

O estoque de comida acabou e não pôde ser reabastecido por causa da estrutura de Lagos. Tanto jogadores, comissão técnica e dirigentes, que ficaram na primeira classe, quanto torcedores e integrantes da imprensa que estavam no mesmo voo, chegaram a passar fome. Só havia água.

Para sair de Lagos, ainda foi preciso pagar uma multa de US$ 800 (R$ 1.365). A taxa seria por causa de uma suposta alteração de rota, mas se comentou no voo que podia até se tratar de propina. Nem a tripulação teve paciência para todo o trâmite em solo. O constrangimento deve fazer o clube alterar o roteiro da volta.

O sacrifício não terminou quando a delegação chegou aos Emirados Árabes. Em vez de descansar, os jogadores mal fizeram um lanche e já foram para o gramado fazer um treino leve. A ideia dos fisiologistas colorados era uma só: evitar que dormissem e agilizar a adaptação ao fuso horário de seis horas.

"O cansaço é grande, mas finalmente estamos do Mundial. Muita gente gostaria de estar aqui, então vamos aproveitar", disse o atacante Alecsandro.

O problema é que nem em solo árabe o time se livrou de imprevistos. Quando chegou ao campo do Mohamed Binz Zayed Training Ground, a 15 minutos do hotel onde está hospedado, faltava material para treinar. O rígido técnico Celso Roth ficou irritado. "Como conseguem se atrasar até aqui? Isso não pode acontecer", criticou, antes de uma van com funcionários do clube chegar com o equipamento.

Por muito pouco jornalistas brasileiros não acabaram presos logo na chegada a Abu Dabi. Eles desceram antes dos jogadores, mas se posicionaram em local indevido. Foram levados por policiais, mas liberados.

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