Interpol alerta para risco de terrorismo na Olimpíada

Polícia internacional teme ações da Al-Qaeda, seqüestros e ataques com gases venenosos durante os Jogos

O Estadao de S.Paulo

26 de abril de 2008 | 00h00

As declarações do secretário-geral da Interpol, Ronaldo Noble, aumentam a preocupação com a segurança durante os Jogos Olímpicos, de 8 a 24 de agosto. O chefe da organização policial internacional disse ontem, em Pequim, que existe "possibilidade real" de a Olimpíada ser alvo de ataques terroristas. "Um ato terrorista é uma possibilidade real e uma preocupação dividida por todos os países que sediaram Olimpíadas nos últimos anos", disse Noble, na abertura da Conferência Internacional sobre Cooperação de Segurança. "Os recentes protestos ligados ao Tibete trouxeram mais preocupação na questão da segurança de um evento internacional importante como os Jogos", observou. Noble alertou quem for a Pequim para preparar-se para o risco de enfrentar atos de protestos. "Ou, o que é pior, para a possibilidade de a Al-Qaeda ou algum outro grupo terrorista tentar um atentado mortal." As autoridades de segurança temem atentados contra aviões, hotéis e sedes do governo em Pequim. Em outras cidades o medo é de ataques com veneno, gás tóxico e bombas. Também é considerada a possibilidade de atentados suicidas e seqüestros de atletas, torcedores e turistas.TOCHA NO JAPÃONo Japão, a movimentação da polícia foi intensa na passagem da tocha olímpica pela região montanhosa de Nagano. A tocha foi escoltada sob forte segurança desde o desembarque no aeroporto de Narita, na região de Tóquio. O que deu mais trabalho às forças de segurança durante o percurso de 18,7 quilômetros foi conter os confrontos entre ativistas pró-tibetanos e pró-chineses e impedir que manifestantes se aproximassem do símbolo olímpico. As autoridades japonesas mobilizaram 3.000 oficiais de polícia, de uniformes especiais branco e azul.NÃO AO BOICOTEA Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional, presidida pelo ucraniano Sergey Bubka, afirmou que qualquer boicote à Olimpíada de Pequim "é inútil, sem sentido e danosa aos esportistas". Além disso, reclamou que não se deve "maltratar" a tocha. As propostas de boicote - à cerimônia de abertura e não aos Jogos - partiram de dirigentes políticos da Europa e não de atletas.

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