Interventor do Remo faz inspeção em instalações do Pan

O interventor da Confederação Brasileira de Remo (CBR), Mauro Ney Palmeiro, inspecionou nesta terça-feira as instalações do estádio de Remo da Lagoa a fim de verificar as condições de barcos e outros equipamentos utilizados no Pan-Americano do Rio. Ele disse que os motores das sete catamarãs e lanchas abandonadas desde 2007 encontram-se num contêiner do estádio.

SÍLVIO BARSETTI E BRUNO LOUSADA, Agencia Estado

19 de maio de 2009 | 20h01

Informou também que a raia comprada da Hungria (por R$ 900 mil) para o Pan e "aposentada" há um ano e meio pode voltar a ser utilizada pelos atletas do remo. Antes, porém, será necessário localizar as 16 poitas - estruturas de concreto que demarcam as boias - que estão sob o lodo da lagoa. "O local será drenado nas próximas semanas e acredito que assim essas poitas podem ser recuperadas". Cada uma dessas estruturas de concreto pesa 300 quilos.

Palmeiro estará nesta quarta em Taubaté, interior de São Paulo, para representar a CBR em uma ação trabalhista, da qual a confederação é ré. Somente nesta quinta ele vai ao hangar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se encontram cinco barcos construídos para o Pan-Americano que ficaram vários meses num matagal, sem destino.

De acordo com Palmeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está empenhado em tentar com o governo do Estado a posse dos barcos. Poderiam ser destinados ao próprio COB ou para a CBR. "Como estou aqui apenas como interventor, não vou definir para onde vão, se forem cedidos à CBR", afirmou. "Isso tem de ser uma decisão do novo presidente da entidade."

O dirigente elabora um relatório sobre as 14 federações estaduais de remo. Até o final de junho, deve entregar o documento à Justiça, sugerindo quais têm condições de voto na eleição para a presidência da CBR. O pleito deve ser marcado até 15 de julho e já tem local escolhido - o salão nobre da sede do Botafogo, no Rio de Janeiro.

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