Investigado, Diack renuncia também à presidência de Fundação da IAAF

Suspeito de ter recebido cerca de 1 milhão de euros da Rússia para encobrir resultados positivos em exames antidoping, o senegalês Lamine Diack renunciou nesta terça-feira ao cargo de presidente da Fundação Atlética Internacional (IAF, na sigla em inglês), braço social da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

Estadão Conteúdo

10 de novembro de 2015 | 21h25

"A IAAF confirma que nesta noite recebeu uma carta de Lamine Diack renunciando à sua posição como presidente da Fundação Atlética Internacional. Essa informação foi passada ao presidente honorário da IAF, o príncipe Albert II de Monaco", reportou a IAAF, explicando que um substituto será apontado no futuro.

Também nesta terça-feira, mais cedo, o Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a suspensão provisória do senegalês do seu corpo de membros honorários. Ele sofre investigação criminal por corrupção e lavagem de dinheiro. Diack deixou a presidência da IAAF em agosto deste ano, após ocupar o cargo pelos últimos 16 anos - o britânico Sebastian Coe venceu as últimas eleições.

Diack havia se mantido, entretanto, como presidente da IAF, que tem como missão "assistir à IAAF e suas afiliadas na perpetuação do desenvolvimento e promoção do atletismo ao redor do mundo". O órgão apoia diversos programas e projetos educacionais, científicos, técnicos e sociais.

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