Valentin Flauraud/AP
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Investigador dos casos de doping diz que Rússia pode sofrer novas punições

Richard McLaren afirma que o país precisa reconhecer o doping sistemático, que conta com apoio do governo

Estadão Conteúdo

29 Novembro 2017 | 16h42

Responsável por liderar as investigações de doping da Rússia, o advogado canadense Richard McLaren afirmou nesta quarta-feira que o país corre o risco de sofrer punições mais severas se mantiver o discurso de negar as acusações de doping sistemático.

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Para McLaren, os russos estão se colocando em situação complicada com este discurso, às vésperas da decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a presença do país nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, em fevereiro de 2018.

"Eles estão enfraquecendo a posição deles", afirmou McLaren, em entrevista à agência de notícias Associated Press. Na sua avaliação, a Rússia precisa reconhecer o doping sistemático, com o apoio do governo, e liberar todas as amostras colhidas nos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014.

Em razão destes casos de doping em série, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) manteve a suspensão à Rússia no dia 16 deste mês, por considerar que dirigentes e entidades do país não cumpriram duas exigências para serem liberados para competir internacionalmente: admitir o doping e liberar as amostras.

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Diante desta decisão e dos casos recentes, a Rússia fica em situação complicada para receber a decisão final do COI, marcada para o dia 5 de dezembro. "A falta de admissão e a falta de sinceridade sobre o que está acontecendo definitivamente vai influenciar os responsáveis pela definição de punições."

Na avaliação de McLaren, a insistência das autoridades russas em negar pode gerar punições ainda mais graves. "Quanto mais você recorrer a estas declarações que não fazem sentido... Mais você constrói a credibilidade do opositor e destrói a sua própria posição", declarou o canadense, que já atuou como juiz na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

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