Investigadores russos querem ouvir ex-chefe antidoping sobre novas acusações

A agência máxima de investigação da Rússia quer interrogar o ex-diretor do laboratório antidoping do país, que disse que o Estado contribuiu para o esquema de consumo de substâncias proibidas por atletas que competiram nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, informou nesta sexta-feira um porta-voz do órgão.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

20 de maio de 2016 | 13h46

Vladimir Markin, porta-voz do Comitê Investigativo, disse à rádio Vesti FM que teria de fazer perguntas para Grigory Rodchenkov, que disse ter trocado amostras de urina no laboratório que foi usado nos Jogos em Sochi. Rodchenkov declarou ao jornal norte-americano The New York Times que ele recebeu ajuda de pessoas que se identificaram como agentes dos serviços de segurança da Rússia.

As autoridades russas já reconheceram que existe um problema de doping no país, mas negaram o envolvimento do governo. Markin considerou que as declarações de Rodchenkov são parte de uma campanha liderada pelos EUA para "desacreditar nosso país."

O ministro russo do Esporte, Vitaly Mutko, rejeitou as afirmações de Rodchenkov, as classificando como "sem sentido". "Quem poderia tê-lo forçado a fazer isso?" questionou Mutko em uma entrevista à agência de notícias Interfax. "Não está claro por que ele fala sobre isso, e por isso pedimos aos promotores que o interroguem".

Mutko disse que durante os Jogos em Sochi, o laboratório de análise antidoping contava com 18 funcionários estrangeiros e estava equipado com câmeras de vigilância, inclusive nos corredores.

"Havia um sistema de monitoramento que começou com a coleta de amostras, e todas as gravações são preservadas", disse Mutko. "O doping e a responsabilidade por isso não são uma questão do governo. Agora, eles tratam de nos acusar", acrescentou. "São decisões individuais e pessoais de um treinador ou um atleta"

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