Investimento de R$ 20 mi. E casa cheia no Anhembi

A iniciativa de realizar a primeira etapa da temporada da Indy em São Paulo, levando-se em conta o curto tempo, foi reconhecida como um desafio para as autoridades e os organizadores. A estrutura para o evento ficou pronta. Mas para a "São Paulo 300" se tornar realidade, a cidade teve de pagar um preço. Foram investidos R$ 20 milhões, Desse dinheiro, R$ 12 milhões vieram dos patrocinadores e os outros R$ 8 milhões do bolso do contribuinte da cidade.

, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

As arquibancadas do sambódromo já estavam prontas, mas havia outras obras a serem realizadas em um espaço de tempo bastante restrito. Entre outras coisas, foi preciso ampliar a área para o público, fazer o recapeamento da Avenida Olavo Fontoura e da Marginal do Tietê, além de adaptar a pista do sambódromo, que teve de ser lixada, para as necessidades de uma prova automobilística.

Por enquanto, o único sucesso já garantido é o de público. Até a noite de sexta-feira, apenas 2 mil dos 33.719 mil ingressos ainda não haviam sido vendidos. A expectativa dos organizadores é de casa cheia. Tudo o que a Prefeitura mais queria para promover o turismo da cidade neste período do ano. "Faltava um evento para o mês de março", comentou o prefeito Gilberto Kassab.

Não falta mais. Por pelo menos cinco anos, a capital paulista garantiu que vai sediar uma corrida da Fórmula Indy.

Na primeira edição da corrida, a expectativa de retorno para a cidade gira em torno de R$ 120 milhões, de acordo com a SPTuris. E a previsão é arrecadar mais nos próximos quatro anos, sobretudo com a diminuição das despesas. Como toda infraestrutura já estará pronta e o circuito também deverá permanecer no mesmo lugar, há uma tendência de que os custos passem de R$ 8 milhões para R$ 6 milhões, segundo Kassab.

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