Investimentos de US$ 6 milhões em equipamentos de última geração

O Comitê Olímpico Internacional não economizou para ter os equipamentos que permitam verificar o que for possível que caracterize irregularidade nos exames antidoping na Olimpíada de Pequim. Segundo Reinaldo Castanheira, diretor de análises químicas e biociências da filial brasileira da Agilent, empresa fornecedora do COI, a entidade gastou US$ 6 milhões (cerca de R$ 9,6 milhões) para ter aparelhos de última geração. "O valor de cada um varia de US$ 30 a US$ 500 mil (de R$ 48 mil a R$ 900 mil)."Castanheira explica que o desafio das empresas não é criar modelos capazes de detectar as novas substâncias. "Na verdade, já somos capazes de fazer isso. O que sempre precisa ser descoberto é qual a combinação química da substância que está sendo usada para doping." Segundo o especialista de suporte da Agilent, Celso Blatt, o desafio é fabricar equipamentos mais precisos, capazes de detectar partículas cada vez menores das substâncias. "Já chegamos ao fentrograma e a meta é chegar a detectar atomogramas."Em geral, segundo Castanheira, a cada ano é lançado uma nova geração de um mesmo produto, mais potente, o que às vezes pega trapaceiros desprevenidos. "Um exemplo aconteceu no Jóquei Clube de São Paulo. O pessoal trocou os equipamentos por outros mais modernos sem avisar. O resultado foi que um número muito maior de cavalos foi flagrado no exame antidoping." As análises laboratoriais nos Jogos de Pequim serão feitas com cromatógrafos a gás, líquidos e espectrômetros de massas. Celso Blatt explica que as amostras de urina ou sangue têm de passar por uma ?limpeza?, feita por técnicos de laboratório, antes de serem colocadas na máquina.

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