Ironman do Brasil sofre mudanças

Os organizadores do Ironman do Brasil vão adotar mudanças na etapa de Florianópolis do Circuito Mundial, dia 29 de maio do ano que vem. A Latin Sports, empresa que tem o direito de promover a prova no País, criou um novo formato, visando, principalmente, atrair patrocinadores e evitar fraudes, assunto que causou polêmica na última edição. Na ocasião, a brasileira Fernanda Keller suspeitou que a rival argentina Bárbara Buenahora tivesse pego uma carona com o pai, a dois quilômetros do fim da corrida. Keller disse que sua vantagem era de cinco minutos, o que tornaria matematicamente impossível a vitória da adversária. Segundo a triatleta do Brasil, não havia fiscal de prova a seu lado em nenhum momento.A prova do Brasil deve reunir cerca de mil atletas de 30 países, com premiação de US$ 50 mil. Embora não acredite na hipótese de fraude, a Latin Sports decidiu criar o Comitê Central de Organização, com sede em Florianópolis e funcionando a partir de dezembro. O órgão reunirá as áreas executiva, técnica e geral. A direção-técnica será de responsabilidade da Federação de Triatlo de Santa Catarina.Entre as alterações antifraudes anunciadas estão o aumento do número de tapetes de controle por chips durante o percurso (os chips estarão nos tênis dos atletas) da corrida. Também será modificado sistema de largada da natação. Triatletas profissionais e amadores, homens e mulheres, partirão juntos para os 3,8 quilômetros na água - o percurso também será dividido em duas voltas, de 1,9 km cada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.