Isaf muda de ideia e inclui windsurfe nos Jogos do Rio

No terceiro e último dia da conferência anual da Federação Internacional de Vela (ISAF, na sigla em inglês), a entidade mudou de ideia e recolocou o windsurfe como classe olímpica nos Jogos do Rio, em 2016. A decisão foi tomada pela assembleia geral da Isaf, reunida em Dun Laoghaire, na Irlanda.

AE, Agência Estado

10 de novembro de 2012 | 20h27

A decisão pela saída do windsurfe (classe RS:X) havia sido tomada em maio, durante a reunião semestral do conselho da Isaf. Durante a conferencial anual da Federação, desde quinta, foram feitos 23 pedidos de revisão das classes olímpicas, mas nenhum chegou a ser colocado em discussão pelo conselho, porque nenhum teve os 75% de votos favoráveis necessários.

Mas neste sábado veio a reviravolta. O grupo de negócios da assembleia geral, formada pelos presidentes de 112 confederações nacionais de vela, mais presidente e vice da Isaf, decidiu reabrir a discussão e rever todas as decisões significativas tomadas pela Federação no último ano. Assim, recolocou o assunto em discussão.

Depois de longo debate, por maioria simples de votos a assembleia votou pelo retorno das classes RS:X Masculina e Feminina aos Jogos do Rio, com a saída do kitesurfe, que havia sido promovido a classe olímpica em maio.

Um dos argumentos contrários ao kitesurfe é que o esporte ainda é novo, sem regras unificadas, o que levaria tempo para ser feito e inviabilizaria estar nos Jogos Olímpicos já no Rio. Outro ponto levantado pelos críticos é que os mundiais femininos de 2009 e 2010 tiveram apenas sete e oito competidoras, respectivamente.

A proposta de volta da classe Star, também retirada dos Jogos do Rio, não chegou a ser votada. Com isso, as classes olímpicas em 2016 serão: RS:X Masculino e Feminino, Laser, Laser Radial, Finn (masculina), 49er (masculina), 49erFX (feminina), 470 Masculina e Feminina e a nova Nacra 17, que é mista e substitui a Star.

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