Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Isinbayeva dedica conquista do Mundial a técnico

Atleta classificou a conquista em sua casa como a mais querida de toda a sua premiada carreira

AMANDA ROMANELLI - Enviada especial, Agência Estado

13 de agosto de 2013 | 17h41

MOSCOU - Yelena Isinbayeva agradeceu ao seu técnico, Yegveniy Trofimov, pela chance de voltar a ser uma campeã. A russa, que conquistou nesta terça-feira o ouro no salto com vara do Mundial de Moscou, disse que após a Olimpíada de Londres simplesmente não conseguia pensar mais em saltar. E classificou a conquista em sua casa como a mais querida de toda a sua premiada carreira.

"Depois de Londres eu disse que iria parar, que eu não tinha mais forças, não conseguia mais treinar. Quando fomos começar a temporada de inverno (no fim do ano passado), disse que não conseguia. E ele me questionou: quanto tempo você precisa? Eu falei que do inverno todo. E ele me deu essa chance, nunca me pressionou, pelo contrário, me guiou. Ele é um homem muito sábio."

Isinbayeva afirmou que o técnico, que a revelou e com quem voltou a trabalhar em 2010, prometeu que ela voltaria a ser a número 1 do mundo. "Mas eu não acreditava, meu salto não funcionava, nada dava certo. Hoje agradeço a ele, à minha família e meus amigos, porque eles confiaram mais em mim do que eu mesma."

A saltadora afirmou que a ajuda da torcida foi fundamental para a sua conquista e garantiu que, se a Olimpíada de 2012 tivesse sido em Moscou, em vez de Londres, a história poderia ter sido diferente.

Os altos e baixos pelos quais passou desde 2009, quando zerou na final do Mundial de Berlim, fizeram com que a campeã mudasse sua perspectiva diante do esporte. Disse, por exemplo, o motivo de não mais se esconder atrás de um boné enquanto suas rivais saltavam. "Eu vivia em uma bolha. Não me importava e com as derrotas que eu sofri, as coisas mudaram. Eu mudei, minhas adversárias também. Antes eu achava que ninguém poderia ser melhor do que eu, realmente acreditava nisso. E de repente vi que elas voavam, e eu estava saltando pior que elas."

A russa afirmou, mais uma vez, que não está se aposentando. "Vou fazer uma parada para ter um bebê. Quero competir no Rio. Se depois de ser mãe não tiver condições de voltar a saltar bem, vou anunciar minha aposentadoria de maneira oficial, em um comunicado."

A repórter viajou a convite da IAAF.

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