Isinbayeva: ''Não esperava que fosse tão fácil''

Dez dias depois de falhar em Berlim, russa ultrapassa os 5,06 m, seu 27.º recorde mundial no salto com vara

, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

É no fracasso que se reconhece a força de uma estrela. Yelena Isinbayeva precisou de apenas dez dias para se recuperar da maior derrota de sua vida. O show esperado para o Mundial de Berlim veio com algum atraso, mas chegou. Ontem, na etapa de Zurique da Golden League, a russa estabeleceu seu 27º recorde mundial no salto com vara, o 15º em competições ao ar livre. Alcançou, com incrível facilidade, os 5,06 m.Veja mais fotos e notícias sobre Isinbayeva e a Golden League"Até eu fiquei surpresa", disse a atleta de 27 anos, que passou o sarrafo na primeira tentativa. "Não esperava que fosse tão fácil. Foi realmente inacreditável o que aconteceu logo depois de tamanha derrota."Na véspera do torneio suíço, Isinbayeva fez sinceras declarações sobre sua atuação no Mundial. "Fui para a pista, mas não me senti em uma competição. Meu corpo estava lá, mas minha mente não." Corajosa, admitiu que o excesso de confiança foi determinante para o fracasso. "Sabia que 4,80 m, talvez 4,85 m, seriam suficientes para vencer. Aí tentaria mudar meu recorde. Tanta autoconfiança tirou minha concentração." A russa chegou a Berlim como bicampeã olímpica e mundial. Precisou de um simples salto de 4,55 m para ir à final, mas falhou ao não conseguir executar nenhuma tentativa com perfeição. Abriu caminho para a vitória da polonesa Anna Rogowska, que venceu com 4,75 m. Ontem, Rogowska também competiu, mas não acompanhou o ritmo da adversária. Parou nos 4,76 m, que lhe garantiram o segundo lugar. A brasileira Fabiana Murer, quinta no Mundial com 4,55 m, atingiu os 4,71 m e foi a terceira colocada.Isinbayeva entrou na competição com o sarrafo a 4,71 m. Passou na primeira tentativa. Não saltou os 4,76 m e voltou a competir apenas com a marca cinco centímetros mais alta. Voltou a ultrapassar com perfeição, de primeira, enquanto a polonesa sucumbia. Um dia antes, devido à decepção em Berlim, a russa havia prometido: as vitórias viriam em primeiro lugar e os recordes seriam consequência. Com a vitória assegurada, passou ao objetivo seguinte. Sem cerimônias ou tentativas intermediárias, elevou o sarrafo a 5,06 m. Voou. "É que estava 100% concentrada." Mais atletismo na pág. E2

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