Itália assume erro na Copa: time era velho

Coube ao capitão e ao presidente da Federação Italiana de Futebol tentar explicar ontem o fiasco da seleção na Copa da África. Um dia após a vergonhosa derrota para a Eslováquia, por 3 a 2, Cannavaro e Giancarlo Abete encararam a imprensa numa entrevista que parecia não ter hora para acabar. Os dois admitiram erros e anunciaram mudanças.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2010 | 00h00

O que falaram foi o que torcedores e jornalistas pediam há meses: jogadores novos na equipe. Sem apostar nos jovens, Marcelo Lippi não conseguiu evitar o fracasso. Agora, com Cesare Prandelli como técnico, tudo muda. Ordens do chefe. "Precisamos renovar nossas escolhas, ter novidades", disse Abete.

O comandante, entretanto, vê problemas nesta renovação e estuda mudanças para as próximas edições do Campeonato Italiano. Segundo ele, os times contam com muitos estrangeiros, deixando os atletas locais de fora. A Inter, por exemplo, acabou de levar o título Nacional e da Copa dos Campeões sem nenhum italiano como titular.

De acordo com Abete, Prandelli foi escolhido (decisão tomada antes da Copa) por sua facilidade em trabalhar com jovens. "E foi por isso que assinamos um contrato de quatro anos, pois pensamos a longo prazo."

Cannavaro espera que a Itália mude para não repetir os erros. "Temos de investir nos jovens e mudar nossa mentalidade para não ficarmos sem ganhar a Copa nos próximos 25 anos", afirmou. "E temos de nos acostumar que não temos mais jogadores como nas gerações anteriores."

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