Philippe Lopez/AP
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Itália bate Suécia e Jogos de Inverno de 2026 serão em Milão e Cortina d'Ampezzo

Vitória foi anunciada nesta segunda-feira na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI)

Redação, Estadão Conteúdo

24 de junho de 2019 | 15h09

A Itália venceu a disputa com Estocolmo e vai abrigar os Jogos de Inverno de 2026, que serão realizados nas cidades de Milão e Cortina d'Ampezzo. Ao bater a concorrente sueca na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI), por 47 a 34 votos, em Lausanne, na Suíça, o país vai receber a competição pela segunda vez em um intervalo de 20 anos, depois de Turim ter sido o palco do grande evento em 1996.

Após o anúncio da vencedora desta luta final entre as duas finalistas desta eleição pela Olimpíada de Inverno que ocorrerá daqui a sete anos, a delegação das duas cidades italianas começou a gritar "Itália, Itália" para comemorar o triunfo.

Será a terceira vez que a nação receberá os Jogos de Inverno. Antes de Turim ter o evento há 23 anos, Cortina d'Ampezzo também foi o local escolhido para ser a sede da sétima edição desta competição, em 1956 - Chamonix, na França, foi a primeira, em 1924.

O esforço de campanha tardia da Suécia foi em vão, sendo que o mesmo incluiu apelos da prefeita de Estocolmo, Anna Konig Jerlmyr, e do primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, aos eleitores deste pleito do COI nesta segunda. E o fim da esperança do país escandinavo veio pouco depois da a dirigente Gunilla Lindberg, membro do conselho da máxima entidade olímpica, fazer uma apresentação de 30 minutos para defender a candidatura sueca e levar ao limite o seu poder de influenciar na escolha da sede dos Jogos de 2026.

A maioria dos eleitores do COI optou pela candidatura da Itália, embora o país esteja endividado e enfrente uma crise econômica dentro da União Europeia. "Nós nos submetemos com total confiança ao seu julgamento", afirmou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, ao se dirigir aos votantes do COI nesta segunda-feira.

No fim das contas, a máxima entidade olímpico afrouxou regras anteriormente rígidas, que exigiam garantias financeiras e apoio do governo no início do processo de candidatura das sedes. O órgão vem tentando reduzir os custos de suas Olimpíadas (de Verão e de Inverno) depois que a Rússia gastou cerca de US$ 51 bilhões em sedes de competição e infraestrutura para abrigar os Jogos de 2014, disputados em Sochi.

O COI contribuirá com pelo menos US$ 925 milhões para os custos operacionais da Olimpíada de 2026, cuja previsão atual são de até US$ 1,7 bilhão. E acabou pesando para a vitória da Itália os fatos de que a sua candidatura uniu Milão à estação de esqui alpino de Cortina d'Ampezzo e de que aproximadamente 85% dos residentes locais apoiaram a realização dos Jogos nesta cidades, enquanto na Suécia a aprovação foi de 60%.

Antes de a Itália abrigar o grande evento em 2026, a próxima edição dos Jogos de Inverno ocorrerá em 2022, em Pequim, na China, que anteriormente foi palco da Olimpíada de Verão, em 2008.

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