Itália busca a 1ª vitória para não repetir a França

Itália e França fizeram campanhas parecidas no Mundial de 2006 e chegaram juntas à final. Agora, quatro anos depois, a atual campeã tenta não repetir o desempenho da rival na Copa da África. Em Nelspruit, às 11 horas (de Brasília), a Azurra enfrenta a Nova Zelândia em busca de recuperação.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Após empatar por 1 a 1 com o Paraguai na estreia, os italianos querem acabar com o ceticismo que ronda a seleção. Temem, porém, por um desastre. Justamente o que ocorreu com o time de Ribéry e Henry. "Perder para a Nova Zelândia é praticamente dar adeus ao Mundial", disse Daniele de Rossi. "Assim como ocorreu com a França."

Na teoria, a Itália não terá dificuldades para chegar às oitavas de final: além da Nova Zelândia, enfrenta na 3ª rodada a Eslováquia. O problema é que o futebol apresentado nas últimas partidas não tem agradado aos torcedores, cada vez mais desconfiados quanto à capacidade do time.

Contra o Paraguai, o técnico Marcelo Lippi armou a equipe com três atacantes e deve manter o esquema. Sinal de muitos gols? Possivelmente, não. Nas últimas quatro partidas, a seleção marcou três vezes. E não saiu vitoriosa em nenhuma delas: três empates e uma derrota.

Apesar de ter gostado da atuação na estreia, Lippi pediu para que os jogadores arriscassem mais chutes. A imprensa italiana anda reclamando do fraco poder ofensivo da seleção. E, saudosista, diz que falta alguém como Paolo Rossi (o carrasco do Brasil na Copa de 1982). "Temos atacantes que fazem gols há tantos anos", rebateu De Rossi, o meia que balançou as redes contra o Paraguai. "E, no último Mundial, ganhamos sem um Paolo Rossi. O importante é o resultado."

Os italianos pouco conhecem do adversário de hoje, mas têm uma certeza: será um jogo mais disputado no corpo a corpo do que o da estreia. "A Nova Zelândia é muito forte fisicamente. Não será fácil", imagina o zagueiro Chiellini. "A pressão sempre existe. Seja no time campeão ou não."

Assim, pressionada, a Azurra entra em campo com a obrigação da vitória. "Existem alguns times que temos de ganhar, porque somos superiores em qualidade", avisou De Rossi. "Vai ser um fracasso absoluto se não passarmos de fase. Temos de chegar até as semifinais, pelo menos."

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