Itália está na final. Com brilho e garra

A aplicada Azzurra consegue bela vitória sobre a então favorita Alemanha e decide título domingo, com a Espanha

VARSÓVIA, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h05

A Itália é uma das grandes do futebol mundial por vários motivos. Entre eles está a capacidade de união para superar os momentos mais difíceis. O fenômeno está se repetindo nessa Eurocopa. A seleção que chegou à competição cheia de problemas e desacreditada está na decisão. Habilitou-se para pegar a atual campeã Espanha ao vencer ontem a Alemanha. Despachou uma das favoritas de volta para casa com um incontestável 2 a 1, em Varsóvia.

A passagem à final garante a Itália na Copa das Confederações do ano que vem, no Brasil (mais informações nesta página). Domingo, em Kiev, a Azzurra vai tentar seu segundo título europeu - conquistou a taça em 1968. A Espanha, campeã em 1964 e 2008, busca ser a primeira seleção do continente a ganhar duas vezes seguidas a competição.

A classificação italiana, ontem, não teve um herói isolado. Balotelli foi fundamental com seus dois gols. Mas Buffon mostrou por que é um dos melhores goleiros do mundo. Pirlo deu as ordens no meio de campo, setor em que os alemães têm jogadores do nível de Schweinsteger e Özil. E todos os outros jogadores demonstraram aplicação tática e determinação invejáveis.

Uma aula de superação e de união de uma seleção que sempre sai de casa sob descrédito de sua torcida e que, desta vez, ainda carregava o peso de mais um escândalo de manipulação de resultados em que o futebol do país se viu mergulhado.

Tais problemas, porém, não entraram em campo ontem. Inicialmente, a Itália preocupou-se em conter o ímpeto e a empolgação de uma Alemanha que chegou a Varsóvia com 100% de aproveitamento - a Itália vencera apenas uma das quatro partidas que disputara até então, pois o triunfo sobre a Inglaterra, nas quartas, só veio nos pênaltis.

Tomou dois sustos em 15 minutos, mas depois procurou sair para o jogo. E foi eficiente. Na primeira chance real, aos 20 minutos, em jogada iniciada por Pirlo, Cassano cruzou da esquerda na cabeça de Balotelli: 1 a 0.

A Alemanha se lançou, tentou com bolas de fora da área, mas aos 36 cometeu erro fatal: com a defesa aberta, não teve como conter grande lançamento de Montolivo para Balotelli. O atacante entrou livre e soltou a bomba, no ângulo de Neuer.

Löw ainda tentou consertar a Alemanha no segundo tempo. Colocou Reus e Klose no time e o deixou mais ofensivo. Criou chances, mas a Itália se fechou e suportou a pressão. Mais: os italianos conseguiram vários contra-ataques e só não golearam por falharem nas conclusões.

A Alemanha conseguiu um golzinho de pênalti (mão na bola de Balzaretti que Özil converteu). Mas foi aos 47 minutos do segundo tempo e o jogo terminaria logo depois.

A Itália ainda não ganhou nada, claro, pois o que mais interessa é o título. Mas só de chegar à decisão, e da maneira como chegou, já recuperou a autoestima. Dos jogadores e dos tifosi.

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