Itália tenta ser ousada para evitar vexame

Técnico Marcello Lippi cobra mais conversa em campo, finalizações e passes certos para vencer a Eslováquia

Daniel Akstein Batista, enviado especial a Johannesburgo, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2010 | 00h00

A Itália tem mais uma chance de mostrar por que é a atual campeã do mundo. Ou vence a Eslováquia hoje, às 15h30, no Ellis Park, ou dá adeus à competição de forma vergonhosa. A seleção italiana é um poço de dúvidas. Até agora, não conseguiu conquistar a confiança do torcedor e o técnico Marcello Lippi sofre para achar a formação ideal. Nas duas partidas anteriores, dois times diferentes. Hoje será o terceiro.

O empate com o Paraguai na estreia não foi tão lamentado pelos italianos. O problema foi a repetição do 1 a 1 contra a Nova Zelândia, que deixou os jogadores desolados. Lippi cobrou o elenco. Pediu mais finalizações e qualidade nos passes. Quer também mais conversa entre os atletas em campo. E só deve contar com Andrea Pirlo no segundo tempo. "Ele não vai começar a partida", afirmou o treinador. Pirlo ainda não jogou porque se recuperava de lesão na panturrilha esquerda.

A atual campanha não empolga ninguém, mas é parecida com a de 1982, quando os italianos se classificaram para as oitavas de final com três empates. Depois ganhou todas e foi campeã.

Para não depender do resultado de Paraguai x Nova Zelândia (um empate até pode ser útil), a Itália vai jogar no ataque, com três homens de frente. "Independentemente da escalação, temos de jogar de forma ofensiva", disse Lippi. Ganhar hoje significa evitar um fiasco que só aconteceu três vezes na história da Copa: o atual campeão ser eliminado no Mundial seguinte logo na primeira fase.

Após vencer a Copa de 1938, na França, os italianos não repetiram o mesmo desempenho em 1950. O Brasil venceu apenas uma das três partidas que disputou em 1966 e acabou eliminado. Já os franceses venceram a Copa em casa, em 1998, e fizeram feio quatro anos depois: apenas um empate e nenhum gol marcado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.