Iziane vai atuar fora e dentro da quadra

Ala indicou jogadoras e trouxe até o namorado para o Maranhão, time estreante na Liga que começa hoje, com 3 jogos

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h07

Iziane Castro Marques é considerada peça fundamental na seleção feminina, tem passagens pela WNBA e por países europeus, mas só participou de um torneio nacional de basquete: foi em 2007, quando ganhou o título com Ourinhos. Portanto, a ala de 29 anos espera, com ansiedade, a estreia na Liga de Basquete Feminino, que começa hoje com três jogos. Afinal, a jogadora voltou ao Brasil para atuar em um time de seu Estado natal, o Maranhão, no qual assume confortavelmente o papel de estrela e força motriz.

"Eu estou muito feliz porque este é mais um desafio na minha carreira. Infelizmente, o Brasil ainda não é um lugar perfeito para o esporte de alto nível, porque temos muitas dificuldades", disse a jogadora, vice-campeã da última temporada da WNBA, com o Atlanta Dream. "Mas vale a pena para ficar perto da minha família e também poder mostrar o que eu aprendi. Temos que movimentar não só o basquete, mas o esporte do Maranhão."

Iziane foi repatriada, 14 anos após deixar São Luís, para atuar na equipe montada pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. O time, por enquanto, tem um patrocínio (com a Gatorade) e usará o ginásio Castelinho, de propriedade estadual - Roseana Sarney, irmã de Fernando, é governadora do Maranhão.

Mais do que destaque nas quadras, a ala também atua fora do campo de jogo. Participou da indicação de jogadoras, como a pivô americana Crystal Kelly e a armadora mexicana Brisa Rodrigues, e trouxe até o namorado, o americano Ritchie, que trabalha como preparador físico da equipe. "Aqui não existia nenhum preparador voltado para o esporte. E como ele trabalha com isso, o benefício é duplo. Eu fico com ele por perto e ele ensina o pessoal da equipe."

O time de Iziane só entra em quadra na 3.ª rodada, que começa no dia 5 de janeiro. Estreará contra o Americana, em São Luís. Foi uma "gentileza" permitida pelas outras oito equipes do torneio - Santo André (atual campeão), Americana, Araçatuba, Blumenau, Catanduva, Ourinhos, São Caetano e São José dos Campos. Isso porque o time, recém-formado, ainda não conta com todas as jogadoras (as estrangeiras esperam a liberação do visto de trabalho). "Estamos, por enquanto, trabalhando a parte física", diz a ala.

Sob o comando do técnico Betinho Lima, o time maranhense espera chegar pelo menos aos playoffs, embora Iziane admita que a ideia dos dirigentes da equipe seja a briga pelo título. "Mas eu, como atleta, acho que isso é um pouco mais difícil. Não é impossível, porque teremos um mix muito bom de jogadoras. Vai depender do conjunto. Só sei que vamos lutar", opina.

Primeira rodada. O jogo de abertura da 2.ª edição da Liga vai ser entre Americana, que recebe a visita de Ourinhos, atual vice-campeão do torneio, às 15 horas. Às 18 horas, o jovem time de São Caetano enfrenta o São José, que estreia na Liga e tem como principal nome a pivô Alessandra, ex-seleção brasileira. No mesmo horário, Blumenau (único time de fora de São Paulo além do Maranhão) duela com Catanduva, em casa.

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