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Paul Bereswill/AP
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'Já venci tudo o que sonhei. Jogo por amor' , diz Serena Williams

Com uma carreira fantástica, americana de 30 anos espera voltar a vencer o US Open, do qual é tricampeã

Entrevista com

FERNANDO FARO / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h06

NOVA YORK - Dona de 29 torneios de Grand Slam (14 individuais e 15 em duplas), atual campeã olímpica e de Wimbledon e maior esperança dos americanos em ver uma tenista da casa erguer o troféu do US Open, Serena Williams não esconde o desejo de voltar a ganhar o torneio em seu país. Minimiza a pressão e diz que está em quadra apenas pelo prazer de jogar. Na segunda entrevista especial do Estado com os tenistas que farão parte do Gillette Federer Tour em dezembro, Serena fala sobre o esporte, sua paixão por moda e promete sucessoras nos próximos anos, embora aposentadoria seja algo que passe longe da sua cabeça.

Há dez anos você é uma tenista top. Qual o segredo para se manter no auge por tanto tempo?

Penso que a chave para se manter nesse nível de competitividade é tentar ser consistente em tudo o que você faz e fazer sua parte para permanecer saudável durante a sua carreira. É isso que tenho tentado fazer desde os meus primeiros passos como profissional.

Qual a expectativa de estar no US Open vindo de dois títulos tão expressivos?

Sem dúvida é uma sensação especial poder jogar em casa. É um torneio que não consigo ganhar desde 2008 e espero poder acabar com isso logo, vamos ver como as coisas andam nesses dias.

Você se sente pressionada pelos resultados recentes e pelo fato de jogar em casa?

Não sinto pressão, para mim a sensação de perder na primeira rodada ou na final é basicamente a mesma. Já venci tudo o que sonhei, isso me deixa muito feliz. Estou em um momento da minha carreira que não jogo por conquistas ou premiações, jogo apenas porque amo esse esporte.

Seu 2011 foi muito difícil por causa das lesões. Finalmente elas te deram um tempo?

Estou me sentindo bem fisicamente e isso tem me dado confiança a mais para entrar em quadra e buscar o meu melhor jogo. Estou entrando muito tranquila, o que é um alívio depois das minhas lesões.

Você e sua irmã são as únicas grandes tenistas americanas há algum tempo. Por que não aparecem novos talentos?

Existem muitas jogadoras fortes que estão prestes a estourar, estamos com um time forte para a Fed Cup (versão feminina da Copa Davis). São garotas apenas, mas acredito que em poucos anos essa será uma situação completamente diferente. Acho que em até cinco anos.

Você nunca esteve no Brasil...

(interrompendo) Nunca! Dá para acreditar em uma coisa dessas? Estou tão animada (risos).

Está animada?

Sei que vocês são um povo muito divertido e todo mundo é lindo, então acho que isso com certeza ajudará bastante a fazer essa experiência ser fantástica. Fico muito feliz por ser parte do tour porque amo Roger. Aliás, vai estar calor no Brasil?

Dezembro é verão...

Ótimo, será perfeito! (risos)

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