Jadel é destaque do Grand Prix

Jadel Gregório é o destaque na disputa do 21.º Grand Prix Brasil de Atletismo, neste domingo. Compete o salto triplo como líder do ranking mundial, com a marca de 17,71 m - integra a elite dos quatro atletas da competição que têm o status de primeiro do mundo. O GP terá mais três líderes de ranking e 16 atletas entre os Top 10. Jadel salta em um programa de provas que começa às 9h30, no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão (com Globo e SporTV), que no ano passado recebeu 42 mil pessoas. Jadel, que está acompanhado da mulher e fisioterapeuta Samara, em Belém, disse que fica muito estimulado por competir "em um estádio lotado" e quer fazer um bom resultado. "Estou sempre pensando em melhorar minha marca pessoal (17,72 m, em 2004)." O GP, que integra o calendário de meetings da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf), reunirá 130 atletas do Brasil e de outros 28 países - é realizado em Belém desde 2002. É uma oportunidade para a obtenção de índices para o Mundial. Pela terceira vez na semana, Jadel enfrentará, em Belém, o norte-americano Walter Davis, 6.º do ranking, a quem já venceu nos GPs de Fortaleza, na quarta-feira, e do Rio, no domingo. Jadel, que se sentiu um pouco gripado, disse que isso não atrapalhará a prova deste domingo. Nesta temporada, Jadel já fez 17,71 m, em São Paulo, em abril, 17,58 m, no Rio, e 17,46 m, em Fortaleza. "Ele vai entrar na prova hoje para saltar nesse nível", afirmou o técnico Aristides Junqueira, o Tide, que está orientando Jadel na temporada. Mas o público brasileiro ainda não sabe o que poderá esperar de Jadel na temporada. Após a frustração do quinto lugar na Olimpíada de Atenas, no ano passado, o saltador prefere não fazer mais previsões sobre resultados. O Mundial de Helsinque, em agosto, na Finlândia, é a principal competição do ano. Jadel, de 24 anos, 2,02 m e 101 quilos (mais magro, na Olimpíada estava com 108 quilos), vive uma temporada marcada por mudanças no atletismo e na vida pessoal - mudou de técnico, casou e se converteu ao islamismo - disse ontem que está gostando da nova religião, mas ainda não se sente seguro em falar sobre ela porque não conhece o suficiente. Vem saltando acima dos 17 metros nos últimos dois anos, com regularidade, mas ainda não tem uma medalha num Mundial outdoor - em Paris, em 2003, foi quinto. Terá a chance de ir ao pódio em Helsinque, mas não quer prometer medalhas, nem falar em marcas. "Ele vai para a Europa - compete em 7 de julho, em Lausane. Deve correr quatro ou cinco meetings antes do Mundial para ganhar ritmo de competição e encontrar os adversários. Quem não sonha com uma medalha? O objetivo dele é competir muito bem no Mundial", afirma Tide.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.