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Jadel faz a final do salto triplo amanhã

A música - principalmente o rap dançante -, os DVDs que vê no laptop e os livros - está lendo Lições que a Vida Oferece - têm sido companheiros de Jadel Gregório, de 22 anos, 2,03 m e 105 quilos, no seu segundo ano de disputas no circuito europeu de atletismo. Agora está em Paris, na França, onde nesta segunda-feira compete a final de uma das provas que mais consagrou o Brasil no esporte, o salto triplo, no 9.° Mundial de Atletismo. A semana que vem estará novamente em Amsterdã (HOL), no prédio dos atletas agenciados na Europa pela Global, do empresário Jos Hermes, seu ponto de partida para mais três provas, uma delas a final da temporada mundial do atletismo, em Mônaco, dias 13 e 14 de setembro. Jadel tenta ver a decisão do Mundial de Paris como mais uma prova do circuito - não quer ficar nervoso. Os Grand Prix do circuito internacional são tão fortes quanto o Mundial, com os mesmos rivais que Jadel terá amanhã, a partir das 14h55 (horário de Brasília). "É uma questão de acertar um salto. Vi, na qualificação, que não está muito difícil, mas se eu não saltar em torno de 17,30 m não posso pensar em pódio. É não fazer loucura, me concentrar na prova, saltar o que eu sei. No Pan-Americano fiquei nervoso em busca de uma marca boa e perdi o ouro", resume Jadel, que ficou com a prata nos Jogos de São Domingos num duelo com o cubano Yoandri Betanzos, que também está no Mundial. O técnico Nélio Moura observa que Jadel não deu "nenhum saltão" nas eliminatórias, mas aposta na regularidade do atleta, mesmo tendo como meta estar entre os oito primeiros no Mundial. A melhor marca de Jadel no ano foi 17,11 m e nas nove competições que disputou nunca saltou abaixo de 17,01 m. "Tem atleta variando um metro de uma prova a outra. O romeno Marian Oprea, que venceu o meeting de Zurique há duas semanas, num duelo com o bielo-russo Dmitriy Valyukevich, não se classificou. Aliás, nenhum dos dois está na final. Em compensação, o cubano David Giralt, que é juvenil, fez a melhor marca pessoal e a segunda nas eliminatórias (17,31 m)." Na avaliação de Nélio, a prova está aberta, com exceção do sueco Christian Olsson, que atribuiu a si próprio, após a qualificação (saltou 17,56 m), o favoritismo à medalha de ouro amanhã - "não está sendo arrogante, mas realista", garante o técnico brasileiro. "Pelo ranking de pontos do ano e os resultados, a previsão para o Jadel é estar entre os oito. Mas sei que apenas o Olsson é o dono da prova e entre os outros sete tudo pode ocorrer." Até mesmo o recordista mundial Jonathan Edwards, que se despede do atletismo aos 37 anos após o Mundial, não ostenta favoritismo ao pódio. Hoje Jadel descansou. Acordou tarde e circulou pouco pelas instalações da Universidade de Paris - uma cidade univesitária com área verde e espaço para corridas, em frente ao estádio de treinos de Charlety e a estação de trem RER, que leva os atletas ao Stade de France em 17 minutos (o transporte é um dos principais trunfos a favor da candidatura de Paris aos Jogos Olímpicos de 2012). Hudson de Souza, que amanhã disputa a semifinal dos 1.500 metros, fez um treino leve pela manhã para manter-se ativo. "Ele vai correr, como todos, para se classificar à semifinal, entre 12 atletas", afirmou o técnico Luiz Alberto de Oliveira. A prova será às 15h50 (horário de Brasília).

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