Jadel fecha jornada excepcional do Brasil

Único a saltar acima dos 17 m, triplista faturou o oitavo ouro do atletismo nacional e garantiu o melhor desempenho do País na história dos Jogos

Heleni Felippe, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2029 | 00h00

Jadel Gregório confirmou o favoritismo ontem, com o ouro no salto triplo, na pista do Estádio João Havelange, e fechou uma jornada excepcional para o atletismo no Pan do Rio. O Brasil terminou o dia com a melhor campanha da história dos Jogos: 22 medalhas (8 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze). O melhor desempenho era o de Winnipeg/1999, com 16 (7 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze). O Brasil também bateu o recorde de ouros ao colocar quatro atletas no alto do pódio, ontem: Jadel Gregório (salto triplo), Fábio Silva (salto com vara), Sabine Heitling (3 mil m com obstáculos) e a equipe do revezamento 4 x 100 m masculino, tricampeã. A chuva não deu trégua um minuto. E o frio imperou no João Havelange. Mesmo assim, Jadel fez uma prova excepcional. Teve quatro saltos válidos dos seis a que tinha direito e em todos obteve mais de 17 m: 17,04 m, 17,27 m, 17,15 m e 17,09 m. Venceu com 17,27 m. A prata e o bronze ficaram com os cubanos Osniel Tosca (16,92 m) e Yoandris Betanzos (16,90 m).Jadel, de 26 anos e 2,03 m, mandou no estádio. Teve grande apoio do público quando puxou palmas para dar ritmo ao seu salto e deu a volta olímpica sob os gritos de "É campeão". Na zona mista, vestindo uma camiseta com a foto da filha Sahara, de um mês e meio, explicou que ela, a mãe, Samara, o irmão, Jade, e a avô Neuza, estavam na arquibancada. "Foi muito gostoso, a torcida foi fenomenal, fantástica. A chuva e o frio atrapalharam, mas a torcida compensou."O triplista disse que o ouro foi "fruto de um dia-a-dia de muito trabalho" e que o pódio no Pan era uma de suas principais metas da temporada. A outra é saltar bem no Mundial de Osaka, em agosto. "Agora, é esperar pelo Mundial."Jadel disse que gostaria de ter saltado para quebrar o recorde pan-americano, de 17,89 m, que é de João do Pulo, de 1975. "Tive um salto muito bom, mas deixei a perna para trás e perdi centímetros importantes. Estou acertando minha corrida. Mas ainda quero esse recorde. E acho que um dia os 18 m vão sair. Quem sabe no dia 7 (no GP de Estocolmo), quem sabe no Mundial. Até o fim do ano, sai."Como liderou a prova desde o primeiro salto, pareceu fácil ganhar dos cubanos, que não chegaram aos 17 m - Jadel teve vantagem de 35 cm para o segundo colocado. "A prova não foi fácil. Mas não fiquei pensando nos outros atletas. Eu só pensava no recorde. Não deu, mas saltei para garantir o ouro." Jadel foi prata no triplo no Pan de Santo Domingo, em 2003.

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