David J. Phillip/AP
David J. Phillip/AP

Jadel Gregório disputa a final do salto triplo na Alemanha

Brasileiro não é favorito, mas acredita que pode acontecer uma surpresa no Mundial de atletismo em Berlim

O Estado de S. Paulo,

17 de agosto de 2009 | 23h22

Medalha de prata no Mundial de Osaka, há dois anos, Jadel Gregório tenta reviver os bons momentos de 2007, quando também ganhou o Pan do Rio e bateu o recorde sul-americano com a marca de 17,90 metros. Nesta terça-feira, a partir das 13h05 (de Brasília), o paranaense de 28 anos disputa a final do salto triplo em Berlim.

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Jadel não teve uma boa temporada. Sua melhor marca no ano foi no Grande Prêmio de Paris, quando conquistou a segunda posição ao saltar 17,12 m. O saltador ainda enfrentou dificuldades na preparação. Em maio, ficou três semanas sem competir por causa de uma contratura na coxa direita. Não conseguiu participar de todos os meetings no Brasil e, depois de tratamento intensivo, pôde saltar no Troféu Brasil. Venceu com modestos 16,96 m.

O britânico Peter Stanley, técnico de Jadel e ex-treinador do recordista mundial Jonathan Edwards, afirmou que o brasileiro está em boa forma, mas que ainda sofre com alguns problemas físicos. "Ele está bem, embora sinta alguma dor no joelho esquerdo (resultado de uma tendinite)."

Para chegar à decisão, Jadel fez apenas o necessário: saltou 17,06 m, marca bem distante da obtida pelo português Nelson Évora - 17,44 m -, atual campeão mundial e olímpico. Conquistou o 8.º resultado entre os 12 classificados. "Estou bem, tranquilo." O brasileiro não quis fazer projeções sobre sua participação na final. "Sempre pode haver uma surpresa."

O principal adversário de Évora pelo bicampeonato é Phillips Idowu, vice-campeão olímpico em Pequim. O excêntrico britânico - que ostenta inúmeros piercings, tem o cabelo vermelho e, na hora da aterrissagem do salto, sempre cai em pé na caixa de areia - garantiu a passagem à decisão com a segunda melhor marca (17,32 m). Os cubanos Arnie Girat e Alexis Copello, que alcançaram saltos acima de 17,60 m no ano, também brigam por uma medalha.

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