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Jadel mantém suspense sobre desempenho

O triplista Jadel Gregório ficou devendo uma explicação sobre o que pode ter atrapalhado sua atuação na Olimpíada. Não queria que soasse como desculpa pela falta de medalha, mas ele próprio foi quem insinuou que algo ocorreu desde que chegou à Europa, mais especificamente no camping do atletismo brasileiro realizado em Huelva, Espanha. "Na hora certa vou falar", disse Jadel, após o salto. O triplista manteve o suspense, mas o cardápio europeu foi o motivo da reclamação de parte dos atletas. Os próprios técnicos admitem que a comida não agradou, embora a delegação brasileira estivesse hospedada em um hotel quatro estrelas, o mesmo que recebeu toureiros para a tradicional festa colombina realizada na cidade. Jadel não disse o que o atrapalhou, mas Nélio admite que o atleta não gostou da comida. "Ele realmente não gostou, mas muitos atletas gostaram. Aqui mesmo, em Atenas, tem pouca carne de boi e não tem feijão, como estamos acostumados. Mas isso são coisas que fogem do controle e todos têm de se adaptar", disse Nélio, que não sabe se Jadel, que já é pesado naturalmente, pela característica de seu biótipo, engordou na Espanha. Por sugestão da nutricionista o triplista não sobe na balança todos os dias. "Acho que não, chegou aqui em boa forma." Nélio disse que o camping foi uma decisão da comissão técnica da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), de comum acordo com os atletas e que, por isso, não cabem críticas. Alguns atletas reclamaram da quantidade, outros do cardápio. Martinho Nobre dos Santos, chefe da equipe de atletismo nos Jogos de Atenas, disse que providenciou, juntamente com o chefe da equipe técnica, João Paulo Alves da Cunha, reforço alimentar comprando frutas e cereais. Durante a permanência do grupo no hotel conversou com o maître e pagou 3 euros a mais por refeição para que a carne fosse incluída no cardápio. Inimigo íntimo - Os meio-fundistas, com o técnico Luiz Alberto de Oliveira, chegaram a Huelva no dia 19 de julho, e o restante da equipe no dia 27 - dia 18 todos estavam em Atenas. Os técnicos acharam positivo esse formato de campings preparatórios no exterior usado este ano pelo atletismo, embora possam fazer ajustes. E Nélio Moura fez uma avaliação positiva da participação de Jadel nos Jogos Olímpicos. Disse que se algo atrapalhou é íntimo e só ele poderia informar. Na avaliação do treinador, Jadel colocou o Brasil em uma final olímpica do salto triplo pela sétima vez na história, mantendo a tradição, e cumpriu o seu papel - terminou em quinto lugar, com um salto de 17m31. "No triplo, ele competiu bem, acabou errando a marca em três saltos porque tentou correr mais rápido. Mas manteve a média dele na temporada. Não teve nenhuma surpresa. O Olsson (Christian) era o favorito e a briga pelas medalhas tinha uns seis competidores. A chance de medalha do Jadel era concreta", observa Nélio. No salto em distância, que não é sua especialidade, Jadel tinha a esperança de repetir sua melhor marca, de 8m22, mas competiu sem cobranças (com 7m50 não se classificou). "Não tínhamos expectativa com relação a essa prova", frisa Nélio.

Agencia Estado,

25 Agosto 2004 | 16h46

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