Grigory Dukor/Reuters
Grigory Dukor/Reuters

Jamaica está na mira do antidoping e pode ser excluída da Olimpíada

Jogos do Rio, de 2016, podem ficar privados da presença do astro Usain Bolt

O Estado de S. Paulo

23 de agosto de 2013 | 07h36

SÃO PAULO - O diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (Wada), David Howman, exige uma resposta para as denúncias que Renee Anne Shirley, ex-diretora executiva da Comissão Antidoping da Jamaica, fez em artigo na revista Sports Illustrated.

A Wada ameaça reportar ao Comitê Olímpico Internacional e à Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) que a Jamaica não está cumprindo as exigências estabelecidas para os países signatários do código mundial antidoping. Como punição, o país pode ser excluído de competições como os Jogos Olímpicos e o Mundial de Atletismo. Nesse caso, a Olimpíada poderia ficar privada da presença da maior estrela do esporte no momento, Usain Bolt.

"Nossa conduta, quando um signatário entra na categoria de suspeito de não cumpridor do código, é tentar trabalhar com o organismo - no caso a agência nacional antidoping - e tentar solucionar o caso. Se nada acontecer, podemos pedir à diretoria que declare que o signatário não cumpre o código. As implicações se estendem à admissibilidade de qualquer equipe do país em competições internacionais", diz Howman.

Shirley acusa os políticos e dirigentes da Jamaica de ignorar os avisos de que os resultados positivos de exames de Asafa Powell e de outros quatro atletas eram um "desastre em andamento". "Eles acreditam que a Jamaica não tem um problema com essa questão."

A Wada se envolveu na criação da Comissão Antidoping da Jamaica (Jadco) depois que a velocista Shelly-Ann Fraser-Pryce teve um resultado positivo três anos atrás. Ainda assim, Fraser revelou que a Jadco fez apenas um exame fora de competição nos cinco meses que antecederam os Jogos de Londres, o que a Wada ignorava. Howman se negou a informar se a Wada entrou em contato com políticos jamaicanos.

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