Divulgação
Divulgação

Japão abandona planos de estádio olímpico de R$ 6,6 bilhões

Valor da obra causou indignação pública e pressionou governo

REUTERS

17 de julho de 2015 | 09h40

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou nesta sexta-feira que o governo abandonou os planos de construção de um controverso estádio que seria a peça central dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, depois que o rápido aumento dos custos provocou indignação pública.

A reação contra o estádio, cujo custo estimado subiu para 2,1 bilhões de dólares, quase duas vezes o valor previsto quando Tóquio venceu em 2013 a disputa para sediar a Olimpíada, tornou-se um problema para Abe num momento em que procura aprovar no Parlamento uma impopular legislação no campo da defesa. O novo Estádio Nacional também seria a instalação principal da Copa do Mundo de Rúgbi de 2019.

O apoio a Abe, que voltou ao poder em 2012 com a promessa de reforçar a defesa do Japão e recuperar a economia do país, caiu para cerca de 40 por cento por causa das dúvidas dos eleitores sobre a legislação de defesa. Notícias sobre os custos do estádio têm alimentado o descontentamento.

"Estamos abandonando nossos planos para o estádio, e começando do zero", disse Abe a jornalistas, após reunião com o ministro da Olimpíada, Toshiaki Endo, e o ministro da Educação, Hakubun Shimomura.

Tóquio ganhou a disputa pelos Jogos Olímpicos por sua reputação de cidade que cumpre as metas, mas logo passou a ter problemas com custos e voltou atrás em algumas promessas, como a de manter a maioria das instalações esportivas dentro de um limite de 8 quilômetros da Vila Olímpica.

Tudo o que sabemos sobre:
OLIMPJAPAOESTADIOMUDANCA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.