Japão arma defesa antiaérea para evitar gols de Bendtner

Precisando da vitória para ir às oitavas, Dinamarca escala seu atacante de 1,94 m; aos asiáticos basta o empate

, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2010 | 00h00

Seis centímetros podem ser decisivos na partida entre Dinamarca e Japão, às 15h30 (de Brasília), em Rustenburgo, confronto direto pela segunda vaga do Grupo E. Com 1,85 m, os europeus têm a segunda maior média de altura nesta Copa, enquanto os asiáticos ficam na 25.ª posição, com 1,79 m. É pelo alto que a Dinamarca quer manter sua escrita: a equipe disputou três Mundiais (86, 98 e 2002) e sempre chegou pelo menos às oitavas de final.

Para os japoneses, um alento nessa disputa é que o grandalhão Nicklas Bendtner, de 1,94 m, voltou a sentir dores na virilha após a vitória sobre Camarões, e jogará na base do sacrifício. O brasileiro Tulio Tanaka (1,85 m) e o japonês Nakazawa (1,87 m) até vão bem no jogo aéreo, mas o goleiro Kawashima prega sustos quando precisa sair pelo alto.

Por tudo isso, o Japão deve jogar fechado, como nas duas partidas anteriores, apostando na velocidade de seu contra-ataque. Embora o técnico dinamarquês, Morten Olsen, tenha dito que só vai decidir a escalação de Bendtner na hora do jogo, seu colega Takeshi Okada armou a equipe mirando o grandalhão. "Ele será a peça-chave do ataque deles", disse o japonês. Se essa preocupação der resultado e o Japão não sofrer gols, a equipe repetirá seu voo mais alto na história dos Mundiais e chegará às oitavas de final, como em 2002.

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