AP Photo/Julio Cortez
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Jaqueline Ferreira fatura a 2ª medalha do levantamento de peso

Brasil chegou a Toronto sem nenhuma medalha na modalidade

Estadão Conteúdo

14 de julho de 2015 | 21h49

Se até o início da semana o Brasil nunca havia conquistado medalhas femininas no levantamento de peso nos Jogos Pan-Americanos, agora já tem duas. Depois de Bruna Piloto ganhar o bronze na categoria 63kg, nesta terça-feira Jaqueline Ferreira, finalista olímpica, garantiu também o bronze na até 75kg. Até aqui, são as duas únicas medalhas do País na modalidade em Toronto. Outras duas devem vir na quarta, no último dia de disputas.

Jaqueline quase ganhou medalha no Rio, em 2007, mas acabou perdendo o bronze no desempate - o peso corpóreo. Nesta terça, entretanto, ela chegou como favorita ao pódio e não deixou a chance escapar, ainda que tenha perdido a prata.

No arranco, primeira parte da competição, levantou 102kg, depois 105kg, mas falhou nos 107kg. Depois, no arremesso, teve sucesso com 125kg, mas não nos 128kg e nos 129kg. Acabou com um total de 230kg e passou a torcer contra as rivais. Foi ultrapassada pela colombiana Ubaldina Cuesta (247kg), como previsto, mas acabou perdendo posição também para a chilena Fernanda Valdés, que alcançou 230kg.

Entre os homens, Marco Túlio Gregório Machado chegou a dar a impressão que poderia brigar pela medalha. Ele foi o terceiro melhor no arranco, com 160kg, mas depois, no arremesso, não mostrou o mesmo nível dos rivais. Outros cinco atletas já entraram na competições com barras mais pesadas que a dele e o brasileiro logo foi ultrapassado.

Marco conseguiu levantar 187kg no arremesso, falhou nos 192kg, e se despediu da prova com um total de 347kg, apenas no sexto lugar e a cinco quilos do seu recorde nacional, batido no ano passado, nos Jogos Sul-Americanos. Ouro e prata ficaram com os EUA, enquanto Javier Vanega garantiu o bronze, com 361kg, longe do que o brasileiro poderia alcançar.

Mais cedo foi realizada a prova feminina até 69kg, com mais um ouro para a Colômbia. Leidy Arboleda venceu com direito a recorde pan-americano em cada um dos exercícios e na soma total. Levantou 31 quilos a mais que a segunda colocada, do Equador. O México faturou o bronze.

Pelas regras internacionais do levantamento de peso, as vagas em competições como o Pan e a Olimpíada são por país, não por evento ou por atleta. Isso significa que cada nação recebe um determinado número de credenciais, que as distribui da forma com que melhor entender.

A Colômbia teve direito à cota máxima de 13 atletas, mas as utilizou nas categorias mais leves, garantindo 13 medalhas, sendo oito de ouro, três de prata e duas de bronze. Por isso, eles não irão mais ao pódio.

O caminho fica aberto para o Brasil, que tem o favorito e atual campeão pan-americano da categoria peso pesado (+105kg), Fernando Reis Saraiva. Na categoria abaixo (até 105kg), também tem esperanças de medalha com Matheus Gregório Machado (irmão de Marco Túlio) e com Pat Mendes, um atleta que foi pego em exame antidoping quando competia pelos EUA, teve as portas fechadas por lá, e se naturalizou brasileiro.

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