Jim Young/Reuters
Jim Young/Reuters

Jaqueline Mourão, com asma e bronquite, inicia sua quinta Olimpíada

Mineira de 38 anos sonha com um lugar entre as 15 melhores no biatlo

O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - A trajetória de Jaqueline Mourão, a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Sochi, não é das mais gloriosas. Mas ela é persistente e ama o esporte. Dessa forma, vai inaugurar hoje sua quinta participação olímpica, o que a iguala às recordistas brasileiras nesse quesito, que são Formiga, do futebol, e Fofão, levantadora campeã olímpica em Pequim-2008.

A mineira de Belo Horizonte, de 38 anos, participou dos Jogos Olímpicos de verão em Atenas-2004 e em Pequim-2008 no mountain bike. Nos Jogos de Inverno de 2006 e 2010, disputou o cross-country. Este ano, vai competir nessa modalidade e também no biatlo. É justamente nesse esporte, que pratica há quatro anos, que Jaqueline vai estrear hoje. A prova de velocidade feminina, de 7,5km, começa às 12h30.

Em Atenas, um dos pneus de Jaqueline furou logo na primeira volta. Ela tentou enchê-lo com a bomba titular e a reserva, mas não teve sucesso, e pedalou o tempo inteiro com o pneu murcho. Terminou em 18º lugar. Em Pequim, foi 19ª. Nos Jogos de Inverno de 2006 e 2010, ambas no cross-country 10km, ficou em 67º.

Os resultados nunca a desanimaram, nem mesmo as perspectivas. “Quando comecei no ciclismo, aos 16 anos, um técnico muito famoso estava visitando a cidade e pedi para ele me ver pedalando. Pedalei muito forte, o máximo que pude, para mostrar que tinha algum talento. Quando terminei, ele me disse: ‘se fosse você, parava agora, você não é boa’”.

Jaqueline enveredou cedo pelo mundo dos esportes. Seus pais trabalhavam fora e ela ficava numa escolinha de esporte depois das aulas, dos seis aos 12 anos. Praticou natação, basquete, handebol...E isso tudo com problemas respiratórias que a acompanham até hoje.

“Sempre tive bronquite e asma. Às vezes as crises eram tão fortes a ponto de me obrigarem a ir ao hospital para fazer inalação. Mas os esportes sempre me ajudaram a superar esse problema”.

Empolgada, Jaqueline diz que vai comemorar qualquer resultado melhor do que uma 15ª colocação. Ela nem esperava conquistar vaga no biatlo, esporte que pratica há apenas quatro anos. “Só quero dar o meu melhor. Vai ser complicado”.

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