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Jean Azevedo prevê dura disputa pelo hexa no Sertões

O paulista Jean Azevedo, da equipe Petrobrás/Lubrax, é o recordista em vitórias (1995, 2000, 2002, 2004 e 2005) na categoria motos no Rally Internacional dos Sertões, que terá largada quinta-feira em Goiânia e chegada em 4 de agosto, em Porto Seguro, na Bahia. Nesta quarta, ao meio-dia, haverá o prólogo, que definirá a ordem de largada para a 14ª edição da prova, com 3.878 quilômetros por seis Estados: Goiânia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e Minas Gerais. Jean terá fortes adversários dentre os 92 inscritos nas motos: os franceses Ciryl Despres, campeão do Rali Dacar/2005 e vice este ano, e David Casteu, oitavo no Dacar e atual líder do Mundial ? ambos competem no Brasil por pontos para o Mundial de Cross Country. Para o brasileiro, a vinda de pilotos estrangeiros de ponta é um estímulo maior para lutar pelo hexacampeonato. ?Não vou deixar que o título vá para um estrangeiro, ainda mais correndo no Brasil. Sem dúvida o nível da competição está mais elevado?, avisou Jean. Para a prova, Jean fez poucas mudanças em sua moto KTM 525, uma delas no tanque de combustível. Há também a novidade na aparelhagem de navegação, a mesma usada por ele no Dacar. A moto perdeu, segundo o piloto, cerca de cinco quilos: 135 para 130. Aos 32 anos (ganhou sua primeira moto aos 5), Jean também pensa em competir entre os carros. Os testes já começaram. Nesta temporada, participou de uma etapa do brasileiro de rali de velocidade e foi vice-campeão. ?Os carros tem mais visibilidade. Não cheguei ao meu principal objetivo que é vencer o Dacar de moto, porque ainda falta investimento. Vou mudar para os carros porque acredito que o investimento seja maior. Mas não tenho pressa. Na hora em que eu sentir que eu tenho de ir, eu vou. Sou novo.? Jean também está animado para as duas outras etapas que fará do Mundial Cross Country: Egito, em outubro, e Dubai, em novembro. ?As provas ? e os treinos no Chile ? serão preparação para o Dacar?, afirmou. Na categoria carros houve diminuição de inscritos em relação a 2005: de 70 para 52. ?Teoricamente os carros têm mais facilidade de conseguir patrocínio do que as motos, mas neste ano foi o contrário?, diz Marcos Ermírio de Moraes, organizador da prova, que terá 70% do percurso inédito. ?A prova está bem dura, com trilhas travadas. Nunca vi um rali tão competitivo.?

Agencia Estado,

25 Julho 2006 | 21h04

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