Joanna: esperança brasileira no Mundial

Joanna Maranhão prefere não traçar metas para o Mundial de Montreal. "Por mais que tenha treinado para a competição, estou fazendo um trabalho novo. Nunca estive tão bem, forte, rápida, mas quero nadar sem pressão", afirma a nadadora, grande destaque do Brasil. Ela vai nadar os 200 metros medley, com eliminatórias hoje, o revezamento 4x200 metros livre, na quinta-feira, e os 400 metros medley, no dia 31. Felipe May (400m livre), Kaio Almeida e Fernando Scherer (50m borboleta), Mariana Brochado e Monique Ferreira (400m livre) também nadam neste domingo, primeiro dia da natação no Mundial de Esportes Aquáticos.Nos Jogos de Atenas (2004), Joanna quebrou um tabu de 56 anos ao disputar uma final olímpica, a dos 400 metros medley (5ª colocada). É recordista brasileira nessa mesma prova (4m40s00), sul-americana dos 200 metros medley (2m15s43) e integrou o revezamento 4x200 metros livre na Olimpíada (7º lugar).Desde janeiro, Joanna treina na Universidade da Flórida, em Gainville, com a equipe do técnico Greg Troy, que treinou Gustavo Borges, e uma comissão de mais cinco treinadores, entre eles o ex-nadador Anthony Nesty, seu melhor amigo. "Foi nadador, atleta do Troy, me entende", contou.Joanna estuda inglês e psicologia. Tem dois anos para decidir o que seguirá, provavelmente Fitness e Bem-Estar. Morava no campus, mas, depois do Mundial, passará a viver na cidade, com duas amigas nadadoras. Está tirando carta de motorista e comprará um carro usado - tem patrocínio próprio, como o da Oi, e a ajuda de "mâinha" Tereza. Quer dirigir para visitar amigos brasileiros, como Thiago Pereira, em Coral Springs.Joanna aprova o trabalho nos EUA. "Valeu demais, estava complicado ficar no Recife", admitiu. Disputou dois meetings (faculdade contra faculdade), a Conferência da Universidade e o Nacional. "Os treinos são intensos. Melhorei muito no nado livre."

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