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Werther Santana/AE
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João Gomes se virou como pôde até obter o índice

Capixaba trabalhou como salva-vidas e garçom até conseguir marca olímpica nos 100 m peito

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h07

SÃO PAULO -  João Gomes Júnior se aferra à sua nova condição: é um atleta olímpico desde dezembro. Cada país pode enviar até dois nadadores por prova, caso ambos tenham o índice. Como João disputa uma das provas mais concorridas do país, a dos 100 m peito, sua situação pode mudar.

 

Hoje ele tem o segundo melhor tempo do País (1min00s40), atrás de Felipe França (1min00s01) e à frente de Felipe Lima (1min00s46) e de Henrique Barbosa (1min00s70). O índice é 1min00s79. "Sou atleta olímpico porque fiz o índice. Posso não ir para Londres, mas essa condição ninguém me tira."

E João Gomes, de 26 anos, sente ainda mais orgulho porque trilhou um caminho muito mais acidentado até alcançar essa condição. Sem patrocínio, virou-se por muitos anos como garçom e como salva-vidas na praia para reforçar o orçamento.

 

O nadador não gosta de fazer drama ao lembrar dos tempos difíceis. "Ficava o dia inteiro na praia. Não tem coisa melhor, né?". Mas, aprofundando a conversa, João acaba falando dos percalços. "Meu primeiro resgate foi de um corpo em decomposição. Era um senhor que estava num rio havia uns três ou quatro dias. Parte do corpo tinha sido comido por siris. Eu fiquei sentido, mas foi o melhor aprendizado", contou João Gomes.

Mesmo sem condições ideais de treinamento, alcançou o título brasileiro e se transferiu para o Pinheiros, onde treina com um dos técnicos da seleção brasileira, Arílson Soares.

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