Jockey presta tributo a ex-diretores do ''Estado''

O Jockey Club de São Paulo homenageia hoje o ex-diretor-superintendente de O Estado de S. Paulo, José Vieira de Carvalho Mesquita, e seu irmão Luiz Vieira de Carvalho Mesquita, ex-presidente do Conselho de Administração do jornal. O 6.º páreo (1.500 m, na grama), às 17h50, leva o nome dos dois e a entrega dos troféus será feita por integrantes da família.

, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

Filhos de Francisco Mesquita, que assumiu a direção de O Estado de S. Paulo, ao lado de Julio de Mesquita Filho, em 1927, Luiz, o Zizo, e José, o Juca, começaram a trabalhar nas áreas administrativa e industrial da empresa em 1947, dois anos após a queda da ditadura de Getúlio Vargas. Foram chamados a assessorar o pai na administração, enquanto o tio, Julio de Mesquita Filho, e seus três filhos se dedicavam à redação. Formados no ambiente do jornal, fizeram estágios nas oficinas e na área administrativa ainda jovens, para depois cuidar dos setores como diretores.

Zizo e Juca participaram da expansão do Grupo Estado nos anos seguintes. Compraram máquinas modernas, implantaram nova tecnologia e montaram uma eficiente estrutura administrativa para a modernização da empresa. Acompanharam a construção da sede da Rua Major Quedinho, inaugurada em 1951, e, mais tarde, lideraram novas reformas com a inauguração da sede atual, em 1976, no bairro do Limão. Os dois irmãos sempre se entenderam bem, cada um cuidando de sua área, sem interferir na redação do Estado e do Jornal da Tarde.

Em abril de 1960, Juca incentivou sua irmã, Maria Cecilia de Carvalho Mesquita, a aceitar a direção do Suplemento Feminino e ajudou-a a dar os primeiros passos na função. Quando Julio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita morreram, a terceira geração assumiu o comando da empresa. José foi eleito superintendente do Grupo Estado. Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Luiz levava adiante novos projetos industriais. Um deles foi a inauguração, no norte do Paraná, de uma fábrica de celulose e papel de imprensa.

Fiéis à tradição dos pais, Zizo e Juca também tiveram fazendas para o cultivo de café e criação de gado e cavalos, uma paixão até o fim da vida. José morreu em 1988. Nove anos depois, em 1997, morreu também o irmão, Luiz, que era até então o presidente dos Conselhos Consultivo e de Administração do jornal.

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