Joel arma Flamengo na retranca contra o Lanús

Joel Santana sempre rejeitou o rótulo de técnico "retranqueiro". Não gosta do tom pejorativo da palavra, mas admite que primeiro procura ajustar a defesa de sua equipe para depois pensar no ataque. A ordem é evitar gols primeiro e tentar fazê-los depois. Essa vai ser a proposta do Flamengo para o jogo contra o Lanús, hoje, às 22 horas, em Buenos Aires, na estreia do time no Grupo 2 da Taça Libertadores da América.

LEONARDO MAIA , RIO, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

Ciente da pressão que seus jogadores vão sofrer no Estádio La Fortaleza (capacidade para 45 mil torcedores), Joel tomou suas tradicionais providências defensivas, mesmo com a equipe sem sofrer gols há seis jogos seguidos (cinco pelo Estadual e um pela Libertadores). Barrou o jovem e promissor Luiz Antônio em favor do veterano Maldonado no meio-campo.

No discurso, porém, as palavras são de ousadia. Diante de jornalistas argentinos, o técnico rubro-negro recusou fazer um jogo pelo empate.

"O Flamengo não joga para 0 a 0. Flamengo é Flamengo, se você já ouviu falar, você sabe. Não somos apenas um clube, somos uma nação. Toda vez que vestimos a nossa camisa, entramos para vencer", disse, em tom afirmativo, Joel Santana.

O atacante Deivid também prega que o time precisa ser ofensivo. "Temos o exemplo do Nacional, do Uruguai, que veio jogar com o Vasco em São Januário e tomou a iniciativa. Marcar é importante, mas não podemos esquecer de jogar futebol. Temos que atacar." No entanto, além da entrada de Maldonado, o treinador tem outra dúvida. Sem o atacante Vágner Love, suspenso, o meia Bottinelli e o volante Airton foram testados no treino de ontem.

"Vamos definir antes da partida. O objetivo não foi ofensivo ou defensivo, mas sim uma equipe errando menos. As duas formações me agradaram", justificou Joel.

Ronaldinho Gaúcho, convocado para o amistoso da seleção brasileira contra a Bósnia, dia 28, volta a atuar mais avançado, próximo a Deivid.

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