Cinara Piccolo/Divulgação
Cinara Piccolo/Divulgação

Jogadoras da seleção feminina de handebol pedem liga nacional mais forte

Atletas esperam que título mundial, conquistado em dezembro, traga profissionalização ao esporte no País

Laís Alegretti, Agência Estado

07 de janeiro de 2014 | 17h29

BRASÍLIA - Eleita a melhor goleira do Mundial de Handebol, Babi afirmou nesta terça-feira, após encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que ainda falta incentivo a esse esporte no Brasil. "A gente, como seleção, tem um apoio enorme, mas dentro do Brasil, em termos de liga nacional e clubes, ainda falta", disse.

Babi ponderou que "as coisas melhoraram muito" com o apoio do Ministério do Esporte, Banco do Brasil e Correios. "Mas ainda falta (apoio) dentro do País", afirmou a jogadora, em evento em que o ministro recebeu, em Brasília, as brasileiras campeãs mundiais de handebol.

Para Duda, eleita melhor jogadora da competição disputada na Sérvia em dezembro, o grande problema hoje é a necessidade de atletas do handebol precisarem sair do País para se profissionalizar. Após a vitória, entretanto, ela acredita que o cenário vai mudar.

"Com esse resultado, teremos mais estrutura na nossa liga. Não haverá necessidade de meninas saírem do Brasil e irem pra Europa em busca de melhor handebol. Vamos construir melhor estrutura aqui dentro", apostou a jogadora que defende o Gyori, da Hungria.

Segundo Aldo Rebelo, os recursos destinados ao handebol já deram os primeiros resultados e o esforço maior, agora, é de organizar uma liga profissional que acolha os atletas da modalidade.

O ministro lembrou que o esporte é muito praticado nas escolas e reconheceu que ainda falta estrutura no País. "A ausência de uma liga que estruturasse a atividade profissional nunca permitiu que nós tivéssemos um desempenho elevado no alto rendimento. Agora isso melhorou", disse.

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