Jogadores da Espanha marcam greve

CORRESPONDENTE / GENEBRA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2011 | 00h00

Depois de gerar greves no setor do transporte e dos funcionários públicos, a crise econômica na Espanha obriga os jogadores de futebol do país - os atuais campeões do mundo - a também entrar em greve. O sindicato dos atletas anunciou ontem que as duas primeiras rodadas do Campeonato Espanhol da Primeira e Segunda Divisão simplesmente não vão ocorrer. Estão marcadas para os dias 20 e 27 deste mês.

O protesto é contra a atitude de clubes endividados de não pagar salários. Mais de 200 jogadores estão com seus vencimentos atrasados. No caso do Zaragoza, não são pagos desde maio.

Quatro times da Primeira Divisão estão sem patrocínio e acumulam dívidas. Outros onze têm sérias dificuldades para pagar suas contas. Segundo um levantamento da federação local, os clubes devem 3,4 bilhões (cerca de R$ 7,8 bilhões),

"Os jogadores tomaram uma decisão responsável, firme e unânime de convocar a greve", afirmou o presidente da Associação de Futebolistas Espanhóis, Luis Manuel Rubiales. "Não queremos mais dinheiro. Apenas que paguem o que devem", disse.

"A Liga não começará até que não tenhamos um novo acordo coletivo", alertou Iker Casillas, capitão da seleção campeã do mundo. Em apoio à greve, 110 jogadores compareceram à coletiva de imprensa, entre eles os campeões Puyol e Xabi Alonso.

A Liga de Futebol Profissional, por sua vez, disse em comunicado que " não entende" o motivo da greve, alegando que a negociação sobre o acordo levou dois meses e foi conduzida em consulta com os jogadores. Segundo os cartolas, cada atleta receberá 240 mil por ano se o seu clube não pagar o salário.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.