Jogadores mostram abatimento, mas mantêm esperança

Elenco tricolor exalta reação da equipe depois do início ruim contra o Santos e diz ser possível chegar à decisão

Amanda Romanelli e Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2010 | 00h00

Os jogadores do São Paulo sentiram o baque de mais uma derrota no finalzinho logo em clássicos - contra o Corinthians, na primeira fase, já havia sido assim: 4 a 3. O religioso e "profético" Hernanes foi o encarregado de começar a levantar o moral da equipe, que agora vai precisar de dois gols de diferença para seguir vivo na disputa do Campeonato Paulista.

Em 2008, quando poucos acreditavam em título brasileiro, o volante chamava os colegas de "campeões". Deu certo. "Somos donos de uma força incrível. Mesmo o improvável a gente consegue fazer", disse ontem. Agora Hernanes tenta mostrar o lado positivo da derrota para os companheiros: "Mostramos no segundo tempo, com um a menos ainda, que temos condições de fazer dois gols neles lá na Vila Belmiro."

A primeira semana livre apenas para treinar desde a segunda quinzena de janeiro, no começo da pré-temporada, servirá para Hernanes convencer cada um dos demais jogadores que nada está perdido ainda. "Temos 90 minutos ainda. Os últimos 45 minutos já foram suficientes para mostrarmos que podemos virar", discursa o volante. "Na Vila Belmiro vamos jogar uma partida de superação. Não podemos mais errar."

O técnico Ricardo Gomes já corrobora com o volante. "A vantagem do Santos já foi maior e conseguimos reagir mesmo com um homem a menos", lembra. "Vamos esquecer o jogo de hoje (ontem) e ir para cima do Santos na Vila Belmiro."

Abatimento sim. Mas até Hernanes deixa transparecer, às vezes, abatimento. "Não sei o que está faltando", diz. "Estamos dando alguns vacilos, falhando no posicionamento. Temos uma tarefa difícil agora pela frente, todo mundo sabe disso. Só não podemos desistir."

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