Alexandre Arruda/Divulgação - 9/4/2011
Alexandre Arruda/Divulgação - 9/4/2011

Jogo em Contagem revolta Vôlei Futuro

Diretoria do time de Araçatuba diz que STJD será responsável por qualquer incidente que ocorra durante a partida

EDUARDO KATTAH, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

O pequeno Ginásio do Riacho, em Contagem (MG), estará novamente lotado nesta sexta-feira, às 20h30, para a terceira e decisiva partida entre Sada/Cruzeiro e Vôlei Futuro, pelas semifinais da Superliga masculina. O jogo em casa, ao mesmo tempo em que estimula, traz preocupação para o Cruzeiro, que tomou providências para evitar que a repetição dos atos homofóbicos que marcaram o primeiro confronto, há duas semanas. O vencedor brigará pelo título com o Sesi, no dia 24, em jogo único no Mineirinho.

Os insultos dos torcedores celestes dirigidos ao central Michael deram origem à inédita multa de R$ 50 mil ao Cruzeiro, imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A diretoria cruzeirense quer evitar mais polêmica, mas acusou o clube paulista de oportunismo.

Com receio de novas manifestações contra Michael ou o rival, os dirigentes do Cruzeiro produziram folders, faixas e cartazes para evitar manifestações mais acaloradas na torcida. Se necessário, o locutor da partida fará ainda apelos por meio dos alto falantes. Os atletas foram orientados a evitar comentários, mas não conseguem disfarçar o incômodo com a dimensão que o episódio ganhou. O ponteiro Filipe confia em uma torcida mais "pacífica", sem perder a vibração. "Amanhã (sexta) vai ser um belo espetáculo e dentro de casa vai ser difícil ganhar da gente."

O Cruzeiro solicitou ainda um reforço do policiamento e de seguranças para dar garantias ao Vôlei Futuro. Durante a semana, representantes da Máfia Azul - a maior torcida organizada do Cruzeiro - foram convocados para uma reunião no Ministério Público Estadual. O time mineiro, que busca a vaga inédita na final, vendeu os 2 mil ingressos em apenas 35 minutos na última terça-feira. Em Contagem, a equipe venceu as sete partidas que disputou.

Protesto. Nesta quinta-feira, o Vôlei Futuro divulgou longa nota contestando a decisão do STJD de não mudar o local da partida. "O STJD teve a oportunidade de impedir a realização da partida e não o fez. A responsabilidade de tudo o que acontecer, antes, durante e depois da partida, será dele." No comunicado, o clube de Araçatuba sugeriu que a multa incentiva a repetição de atos ofensivos. "Se isso serve para desestabilizar o outro time e ganhar o jogo através dessas estratégias, R$ 50 mil é uma pechincha para chegar a uma final."

(Colaborou AMANDA ROMANELLI)

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