Jogo na Vila é o 1º da 'série decisiva' do Corinthians

Depois do Santos, líder enfrenta Inter e Botafogo e a aposta é que, caso[br]consiga bons resultados, a taça ficará bem perto

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

Dizem que é na dificuldade que se conhece a grande equipe. E o líder Corinthians terá, nas próximas rodadas, a trinca de jogos mais difícil do Campeonato Brasileiro, diante de três candidatos ao título e que já ergueram taças em 2010, o grande sonho alvinegro na temporada do seu centenário. É a chance de o time de Adilson Batista disparar na tabela, passando por concorrentes diretos, ou de perder fôlego e ficar sob a ameaçada de ser superado.

A prova de fogo começa amanhã, diante do Santos, campeão estadual e da Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Os santistas estão na sexta posição e precisam de triunfo para voltar à briga pelo topo da tabela. Após o clássico, a peregrinação alvinegra passa por Porto Alegre, diante do Internacional, o dono da América e em quarto no Brasileiro, no domingo, e termina no dia 29, contra o campeão carioca Botafogo, atualmente em quinto, no Pacaembu.

A dura sequência, para muitos, vem na hora certa. Depois de bater o então líder Fluminense no Rio e passar fácil pelo Prudente para reassumir a ponta, os corintianos apostam em aproveitar o excelente momento para seguir bem no Nacional. Após liderar nas primeiras nove rodadas, o Corinthians recuperou a ponta no fim de semana. Para alguns empolgados jogadores, para não perdê-la mais. "Esperamos manter a liderança e aumentar a vantagem. Temos de vencer os confrontos diretos e nos distanciar", afirmou, eufórico, o volante Elias, destaque nas últimas partidas. Vem jogando bem, balançando as redes adversárias e também dando passes para gols.

O desempenho diante dos rivais no primeiro turno eleva ainda mais a confiança de Elias, pois o líder ganhou de Santos (4 a 2) e Inter (2 a 0) e empatou com o Botafogo (2 a 2) O volante esquece-se, porém, do retrospecto ainda nada animador de sua equipe longe do Pacaembu (11 pontos), onde havia ganho do Grêmio, na segunda rodada, e só voltou a festejar um triunfo quatro meses depois, dia 15, frente o Fluminense.

Sempre sereno, o capitão William ataca de psicólogo do grupo e busca frear tamanha animação - restando 14 rodadas, já teve até jogador falando que o Corinthians está com a mão na taça. Voz de comando dentro de campo, o zagueiro não se importa nem caso a liderança seja perdida agora. E filosofa. "A gente trabalha para ser líder na 38.ª rodada. É bom estar na liderança, mas não adianta nada estar na frente até a 37.ª e perder na última. Temos é de continuar trabalhando sério", enfatizou.

Sem polêmicas. William não atuou nos 3 a 0 diante do Grêmio Prudente, sábado. Estava suspenso, assim como Jucilei. Ambos retornam no clássico e o zagueiro não quer saber de polêmica com o craque santista Neymar. O chapéu com bola parada em Chicão, pelo Paulista, segundo ele, está superado. "Não tem revanchismo, pois já jogamos depois. E nossa meta é muito maior do que querer rebater um lance isolado."

Roberto Carlos, expulso naquele jogo, até minimizou. "O Neymar sempre me respeitou."

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