Jogo para mostrar serviço a Bernardinho

Diante de adversário com pouca tradição, nova geração quer provar que pode lutar por espaço em time vencedor

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta hoje seu segundo adversário no Campeonato Mundial da Itália, a Espanha. Se a princípio o rival do jogo, em Verona, às 16 horas (de Brasília), não tem a mesma tradição da equipe comandada pelo técnico Bernardinho, também não pode ser negligenciado, principalmente pela nova geração do vôlei brasileiro, como é o caso do meio de rede Lucas, que disputa sua primeira edição da competição.

Lucas conquistou a confiança do treinador e tem integrado o time titular do Brasil regularmente desde a renovação da equipe após a Olimpíada de Pequim. Porém, sabe que não pode vacilar: a filosofia de Bernardinho prega que o grupo não tem seis ou sete, mas 14 titulares, de forma que um jogador pode facilmente ir parar na reserva se a produção cair em quadra.

O meio de rede conta que tem se esforçado para superar a inexperiência na hora de enfrentar os desafios na Itália e tenta acompanhar o ritmo de jogadores experientes como Rodrigão, Dante e Giba. "Sei que será uma competição diferente de qualquer outra. Por ser um campeonato mais longo, é considerado muito duro fisicamente."

A situação se tornou uma faca de dois gumes para Lucas. Se por um lado os 24 anos favorecem o atleta na hora de aguentar séries de três jogos em três dias, como nesta primeira fase, uma contusão nas costas durante a preparação para o Mundial pode afetar seu desempenho.

O jogador, no entanto, garante que está recuperado e pronto para mostrar serviço. Terça-feira, retomou os treinos físicos comandados pela comissão técnica e, pouco a pouco, passou a acompanhar as demais atividades dos colegas de equipe, até conseguir uma chance no time.

Aspirante. Se a Espanha é potência em esportes como o futebol, o basquete e o tênis, o mesmo não ocorre com o vôlei. O time foi campeão europeu em 2007, mas nos últimos três anos não tem conseguido evoluir e ser mais influente no cenário internacional, tanto que somente um jogador da equipe, Sergio Noda, atua na Itália, a liga mais forte da Europa e uma das mais tradicionais do vôlei internacional.

O principal jogador da Espanha é o central Garcia Torres, mas o maior perigo para a seleção brasileira está no banco de reservas, onde estará um velho conhecido dos brasileiros: o técnico argentino Júlio Velasco.

O treinador assumiu a equipe espanhola no ano passado e, como trabalhou em times do vôlei italiano por vários anos, conhece bem virtudes e fraquezas dos principais atletas brasileiros.

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