Jogo tenso e decisivo no Morumbi

Encontro entre São Paulo, segundo colocado, e Corinthians, terceiro, pode deixar o perdedor no meio do caminho rumo ao título; Chicão é barrado por Tite

FÁBIO HECICO, PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h07

Um encontro entre dois rivais do peso de São Paulo e Corinthians sempre é em alta voltagem. Nas últimas temporadas este clássico tem sido explosivo. Hoje à noite no Morumbi, a partir das 21h50, não será diferente. Sobram elementos para transformar o clássico em uma bomba-relógio, pronta a explodir no colo do perdedor.

Do lado do Corinthians, há muita tensão. Tite desmanchou a zaga titular. Barrou o seu capitão, o zagueiro Chicão, alegando que teria de aumentar a estatura e a velocidade da defesa, e deslocou Leandro Castán para a lateral-esquerda - Ramon, titular da posição desde a contusão de Fábio Santos, está machucado.

A saída de Chicão, segundo Tite, não está ligada aos protestos de alguns torcedores que estenderam faixas contra o treinador, ontem de manhã, no portão de entrada do CT Joaquim Grava. Tite conversou com o beque e deu explicações técnicas para as mudanças no time. Paulo André e Wallace assumem a zaga.

Se as alterações derem certo e o Corinthians vencer o jogo, Tite se salva. Uma derrota, porém, e sua cabeça será colocada a prêmio no Parque São Jorge.

Do lado do São Paulo, vencer o clássico é quase que uma questão de honra, bastante desgastada pelos 5 a 0 que o time levou no primeiro turno.

Ninguém tem a coragem de admitir que a goleada está engasgada. O discurso ensaiado no CT do Tricolor é o de que o resultado do Pacaembu, há mais de dois meses, já ficou para trás e cada encontro entre times grandes nunca é igual ao anterior.

Mas o zagueiro Rhodolfo deixou escapar o sentimento que pode muito bem resumir o que os são-paulinos pensam. "Estou esperando esta partida faz tempo. Não é um jogo comum."

Adilson Batista, diferentemente de Tite, vive um momento de calmaria. Ele não tem grandes problemas para montar o time. No ataque vai de Lucas e Dagoberto na tentativa de aprontar uma correria para cima do inimigo. Rivaldo fica no banco e Luis Fabiano nem deve ser relacionado para o jogo (leia à pág. E2).

O treinador do São Paulo, despachado pelo Corinthians ano passado, não pensa em vingança. Ele quer a vitória para superar o adversário na classificação.

A expectativa é de um público superior a 45 mil pagantes. E de um jogo eletrizante.

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