David Gray/Reuters
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Jogos de Michael Phelps, Usain Bolt e algumas surpresas brasileiras

Londres consagrou 2 ídolos e marcou o despontar de novidades no esporte nacional

Valéria Zukeran , O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2012 | 03h02

Os Jogos de Londres deverão ser lembrados como os da rainha bond girl, da despedida de Michael Phelps, da consagração de Usain Bolt, além do despontar de talentos como o francês Florence Manadou, o sul-africano Chad le Clos, a norte-americana Missy Franklin e o jamaicano Yohan Blake. Para o Brasil, as marcas representaram um crescimento quase nulo em relação à Olimpíada de Pequim, mas com o ponto positivo de medalhas inéditas, ou quase, para o País.

Não será possível falar dos Jogos de Londres sem lembrar da surpreendente aparição da rainha Elisabeth na cerimônia de abertura dos jogos como Bond Girl e da despedida do maior atleta olímpico de todos os tempos, o nadador Michael Phelps. Mas outros astros também brilharam, como Usain Bolt, bicampeão olímpico nos 100 e 200 metros do atletismo que terminou sua performance com um terceiro ouro no revezamento 4 x 100 metros e recorde mundial. Ao seu lado, promessas para 2016, como Yohan Blake.

Mas a prova com maiores surpresas em Londres foi o salto com vara. A brasileira Fabiana Murer chegou a Londres como favorita e campeã mundial. Saiu sem chegar à final. Sua rival, a russa Yelena Isinbayeva, também tropeçou, mas um bronze serviu como consolo para quem poderia ter feito mais. Outra atleta do País que teve uma atuação sem brilho foi Maurren Maggi. Repetir o ouro no salto em distância seria difícil, mas não chegar à final ficou abaixo da expectativa. O mesmo vale para Diego Hypólito, na ginástica.

A natação, exceção de Phelps, foi o esporte onde mais a juventude se impôs. Que o diga Cesar Cielo, que viu a vitória nos 50 metros livre parar nas mãos do francês Florent Manadou, de 21 anos. A medalha de ouro mais esperada entre os esportes individuais brasileiros virou bronze. Haverá chance de revanche no Rio, onde a nadadora Missy Franklin, quatro ouros, deverá aumentar sua coleção, assim como o sul-africano Chad le Clos, que poderá contar aos netos que derrotou Phelps nos 200 m borboleta. Quem ficou abaixo do esperado na piscina foi Ryan Lochte. Para quem chegou como favorito a sete ouros, terminar os Jogos com dois foi decepcionante.

Mas houve um britânico que mudou sua história. Com o campeão olímpico espanhol Rafael Nadal contundido, todos esperavam uma final do tênis masculino entre o suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic. Mas Andy Murray atrapalhou os planos, para a alegria da torcida, que antes lembrava de sua origem escocesa a cada derrota em um Grand Slam. Agora ele é britânico e vencedor, com um ouro e uma prata.

Também vencedores foram brasileiros que despontaram em Londres e poderão brilhar em 2016 como a judoca Sarah Menezes e o ginasta Arthur Zanetti. A equipe de boxe fez bonito ao conquistar três medalhas e quebrar um tabu de 44 anos sem pódio ao mesmo tempo que Yane Marques fez história com o bronze inédito no pentatlo moderno. O técnico José Roberto Guimarães se consagrou: tricampeão olímpico de um vôlei feminino bicampeão. O vôlei masculino tomou uma virada histórica da Rússia qual precisará se recuperar com uma nova geração de atletas. Próximo capítulo: Rio 2016.

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