Olivier Douliery/EFE
Olivier Douliery/EFE

Jordan e Obama se transformam em imagem de Chicago 2016

Cidade norte-americana luta contra Madri, Tóquio e Rio de Janeiro para sediar os Jogos; decisão é nesta sexta

EFE,

27 de setembro de 2009 | 21h22

CHICAGO - Pela primeira vez na história do esporte profissional dos Estados Unidos, duas lendas tão marcantes como o astro do basquete Michael Jordan e o presidente Barack Obama fornecem sua imagem para um evento, a realização dos Jogos de 2016 em Chicago.

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Em sua luta para sediar pela primeira vez um evento da magnitude de uma edição dos Jogos Olímpicos, Chicago conseguiu reunir muitos famosos e personalidades de todos os setores da sociedade americana, mas Michael Jordan e Obama são os verdadeiros astros da campanha.

Jordan, que há poucas semanas entrou para o Hall da Fama do Basquete, já trabalha como porta-voz oficial da cidade na promoção da candidatura.

O maior astro do basquete americano, para muitos considerado o melhor jogador da história deste esporte, definiu Chicago como uma cidade "única" para os Jogos, depois de participar dos Jogos de Los Angeles, em 1984, e de Barcelona, em 1992, com o chamado 'Dream Team'.

"Conquistei duas medalhas de ouro para os Estados Unidos e agora não haveria nada que me fizesse mais feliz do que ver a família do esporte olímpico escolhendo Chicago para receber esta grande festa do esporte mundial", disse.

Sem sombra de dúvidas, Jordan é o apoio esportivo mais importante para a candidatura de Chicago, cidade pela qual disse ter se apaixonado há 25 anos e que desde então deu a seu nome uma fama internacional como jogador, com seis títulos da NBA para o Chicago Bulls.

Apesar de Chicago também contar com o apoio da "rainha da televisão" americana Oprah Winfrey, que grava seu show diário na cidade, a aparição da primeira-dama dos EUA, Michelle, fez com que o "efeito Obama" surgisse como um furacão na candidatura.

Michelle nasceu no "South Side", uma das zonas que a cidade quer revitalizar com o projeto dos Jogos, e a cada dia assume maior destaque em todos os níveis da atividade política e social do país.

E o presidente Obama, ex-senador do estado de Illinois, não quer deixar escapar a oportunidade de fazer um esforço duplo no momento de defender a candidatura de Chicago, e para isso chegou a enviar recentemente uma carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Antes, ofereceu uma recepção nos jardins da Casa Branca para os atletas americanos, na qual se transformou novamente no grande nome da candidatura de Chicago aos Jogos de 2016.

"Chicago está preparada. Os EUA estão preparados. Queremos esses Jogos", destacou Obama, ao lado do prefeito de Chicago, Richard Daley.

"Eu apoio esta candidatura. Os Estados Unidos apoiam esta candidatura. Nosso país, desde o nível municipal até o mais alto do governo, está comprometido com o sucesso destes Jogos", assegurou.

O governante, imerso em uma dura batalha no Congresso por seu projeto de reforma do sistema de saúde, optou por não viajar em 2 de outubro a Copenhague para a reunião na qual o COI decidirá a cidade organizadora: Rio de Janeiro, Chicago, Tóquio ou Madri.

No entanto, não satisfeito com todo o esforço e contribuição pessoal que deu até agora a sua cidade, Obama enviou há menos de duas semanas uma carta ao COI prometendo que os Estados Unidos darão "as boas-vindas ao mundo de braços abertos" se Chicago for escolhida para se transformar em sede olímpica.

Na carta, Obama acrescenta ainda que os EUA "garantem" ao COI que a realização dos Jogos em Chicago é uma "prioridade" do Governo americano. Uma promessa de peso que pode dar à cidade americana a força que precisa para receber o circo olímpico.

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